- UE e líderes europeus defendem passagem livre no estreito de Ormuz, afirmando que restrições ou tarifas violam o direito internacional.
- A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, disse que a passagem deve permanecer aberta e gratuita e pediu que o Irã abandone planos de taxação.
- A Europa sinaliza ampliar atuação naval na região, citando a missão Aspides como base para proteger o transporte marítimo.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou a reabertura positiva, mas pediu solução durável, sem pedágios ou restrições, com plano conjunto entre Reino Unido, França e parceiros.
- Em Paris, presidente francês Emmanuel Macron liderou um encontro com cerca de 50 países e organizações, defendendo a reabertura total do estreito e destacando uma missão internacional neutra para proteger a navegação, incluindo escoltas, desminagem e compartilhamento de inteligência.
A União Europeia e líderes europeus defenderam a livre navegação no estreito de Ormuz, após a reabertura da rota para navios comerciais. O objetivo é manter o trânsito sem tarifas, visto como incompatível com o direito internacional, com apoio de cerca de 50 países.
Kaja Kallas, chefe de política externa da UE, afirmou que a passagem deve permanecer aberta e gratuita, e alertou para o risco de criar um precedente perigoso se tarifas forem cobradas. Ela pediu que o Irã abandone planos de taxar o fluxo.
A dirigente destacou que a Europa pode ampliar rapidamente sua atuação naval na região, citando a missão Aspides, já em operação no Mar Vermelho, como base para proteger o transporte marítimo.
Keir Starmer, primeiro‑ministro do Reino Unido, classifica positiva a reabertura, mas ressalta a necessidade de uma solução duradoura, viável e sem pedágios. Ele disse que Reino Unido, França e parceiros avançam em um plano conjunto.
Em Paris, Macron conduziu reunião com cerca de 50 países e organizações para defender a reabertura total do Estreito de Ormuz por todas as partes. A iniciativa contou com a participação de Alemanha, Itália, Canadá, Austrália, China e Índia por videoconferência.
França e Reino Unido lideram a articulação de uma missão internacional voltada à proteção da navegação, apresentada como neutra e apartidária. Autores oficiais indicam que a ação pode incluir escoltas a embarcações comerciais, desminagem e compartilhamento de inteligência.
O plano prevê preparação rápida, com reuniões técnicas entre planejadores militares nos próximos dias. Mais de uma dezena de países sinalizaram disposição de contribuir com meios navais e logísticos para a operação.
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