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Minerais críticos moldam novo eixo da geopolítica energética

Brasil mira protagonismo em minerais críticos, mas depende da Ásia no refino; desafio é criar marco regulatório para atrair investimentos

Minerais críticos: Brasil busca protagonismo em reservas, refino e cooperação internacional.
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  • A disputa por minerais críticos passou a impactar a segurança energética global, com preços influenciando investimentos em renováveis e baterias.
  • A China domina a extração e, principalmente, o refino desses minerais, o que aumenta a vulnerabilidade das cadeias de suprimento.
  • O Brasil abriga grandes reservas, como lítio em Minas Gerais e nióbio em Goiás, segundo o USGS, destacando o país como alternativa estratégica.
  • Brasil fechou acordos de minerais críticos com Índia e Coreia, buscando cooperação produtiva e tecnológica para emergir como player relevante.
  • Obstáculos regulatórios, principalmente a falta de marco legal para terras raras, dificultam a maturação do setor, apesar de avanços como o Guia do Investidor.

A disputa por minerais críticos deixou de ser tema apenas industrial para ganhar peso na segurança energética global. O Brasil encara uma janela estratégica, com demanda crescente por minerais usados em renováveis e baterias, pressionando preços e investimentos.

A China domina grande parte da extração e, principalmente, do refino desses materiais. Essa hegemonia pode influenciar fornecimento e custos de insumos para descarbonização e expansão de sistemas elétricos. Disputas entre China e EUA expuseram vulnerabilidades das cadeias.

Segundo a IEA, a duplicação dos preços de lítio e níquel pode elevar em cerca de 6% o custo das baterias. Neodímio e disprósio, cruciais para ímãs em turbinas, também enfrentam riscos de escassez, reforçando a necessidade de diversificação.

O Brasil aparece como alternativa estratégica, indica o USGS. O país possui grandes reservas, com destaque para lítio em Minas Gerais e nióbio em Goiás. O desafio está no refino, ainda concentrado na Ásia, que agrega valor e competitividade.

Um acordo recente com Índia e Coreia demonstra a intenção brasileira de ir além de fornecedor de insumos. O objetivo é consolidar cooperação produtiva e tecnológica para atuar como player relevante no mercado de minerais críticos.

Entretanto, obstáculos normativos dificultam a maturação do setor. A falta de marco legal robusto para exploração de terras raras é o principal entrave. Incentivos fiscais e regras claras poderiam atrair investimentos.

O chamado Guia do Investidor para Minerais Críticos, divulgado pelo governo, aponta vantagens competitivas do Brasil. Mesmo assim, a consolidação de um ambiente regulatório estágios determinante para elevar o país de fornecedor periférico a ator relevante.

O eixo mineral da transição energética dependerá de quem dominar extração, refino, indústria e inovação associada. O Brasil pode ampliar sua matriz elétrica e firmar-se como plataforma produtiva da transição energética justa.

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