- Entrou em vigor um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah no Líbano, com indícios de cumprimento, mas ainda há dúvidas sobre se Israel vai parar de atacar e se o Hezbollah reconhece um acordo no qual não teve participação direta.
- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as tropas de Israel não se retiram, ampliando a zona de segurança a até 10 quilômetros no sul do Líbano.
- O acordo é visto como passo para negociações entre Estados Unidos e Irã, com o Hezbollah dizendo que a trégua resulta de tratativas entre Washington e Teerã, que insiste em incluir o Líbano no cessar-fogo.
- Em Beirute, muitos moradores comemoraram com tiros para o alto e famílias deslocadas começaram a retornar ao sul do Líbano, ainda sob avisos de autoridades.
- Diplomatas relatam esforços para estender o cessar-fogo, discutindo questões como programa nuclear do Irã, o estreito de Hormuz e compensação por danos, enquanto o clima de negociação permanece incerto.
O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hamas? Não: entre Israel e o Hezbollah, em território libanês, entrou em vigor e, ao menos no início, parecia manter a trégua. O acordo visa interromper semanas de conflito e facilitar negociações entre Irã, EUA e Israel para encerrar a guerra.
Beirute registrou disparos de arma de fogo em meio à comemoração da abertura da trégua, com moradores lançando tiros para o ar após a meia-noite. Famílias desalojadas começaram a buscar abrigo no sul do Líbano e nos arredores da cidade, apesar de orientações oficiais para não retornar ainda.
Contexto diplomático
O anúncio foi feito em meio a esforços para que Washington e Teerã cheguem a um acordo que inclua o Líbano. O governo dos EUA descreveu o pacto como necessário para reduzir a violência na região e facilitar negociações mais amplas sobre o conflito.
Situação militar
O primeiro-ministro israelense manteve posição de que as tropas permaneceriam no sul do Líbano, expandindo uma zona de segurança prevista de 10 quilômetros. O governo de Israel afirma que não fará ofensivas contra alvos libaneses, salvo em defesa própria.
Reações internacionais
A Casa Branca destacou a participação de múltiplos canais diplomáticos, incluindo contatos diretos entre líderes de Israel, Líbano e autoridades iranianas. Diplomatas apontam avanços, mas ressaltam divergências sobre a inclusão do Líbano no acordo e sobre o papel do Hezbollah.
Panorama regional
Autoridades no Paquistão e no Irã sinalizaram esforços para prorrogar a trégua, em meio a tensões regionais e a bloqueios de portos iranianos. Mediadores trabalham para desbloquear questões centrais: programa nuclear iraniano, o Estreito de Hormuz e reparos por danos de guerra.
A disputa envolve também interesses econômicos e estratégicos, com a expectativa de que a extensão do cessar-fogo dependa de avanços em negociações sobre segurança, fronteiras e responsabilidades. As próximas semanas devem esclarecer se a pausa se sustenta ou se novos ataques colocarão em risco o acordo.
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