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Um cessar-fogo de 10 dias no Líbano entra em vigor

Ceasefire de dez dias no Líbano entra em vigor, com tropas israelenses mantidas e diplomacia entre EUA e Irã buscando encerrar o conflito

Displaced residents drive back to their villages as locals wave Hezbollah flags and an image of late Hezbollah leader Hassan Nasrallah, in Zefta, southern Lebanon, Friday, April 17, 2026, following a ceasefire between Israel and Hezbollah. (AP Photo/Hassan Ammar)
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  • Entrou em vigor um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah no Líbano, com indícios de cumprimento, mas ainda há dúvidas sobre se Israel vai parar de atacar e se o Hezbollah reconhece um acordo no qual não teve participação direta.
  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as tropas de Israel não se retiram, ampliando a zona de segurança a até 10 quilômetros no sul do Líbano.
  • O acordo é visto como passo para negociações entre Estados Unidos e Irã, com o Hezbollah dizendo que a trégua resulta de tratativas entre Washington e Teerã, que insiste em incluir o Líbano no cessar-fogo.
  • Em Beirute, muitos moradores comemoraram com tiros para o alto e famílias deslocadas começaram a retornar ao sul do Líbano, ainda sob avisos de autoridades.
  • Diplomatas relatam esforços para estender o cessar-fogo, discutindo questões como programa nuclear do Irã, o estreito de Hormuz e compensação por danos, enquanto o clima de negociação permanece incerto.

O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hamas? Não: entre Israel e o Hezbollah, em território libanês, entrou em vigor e, ao menos no início, parecia manter a trégua. O acordo visa interromper semanas de conflito e facilitar negociações entre Irã, EUA e Israel para encerrar a guerra.

Beirute registrou disparos de arma de fogo em meio à comemoração da abertura da trégua, com moradores lançando tiros para o ar após a meia-noite. Famílias desalojadas começaram a buscar abrigo no sul do Líbano e nos arredores da cidade, apesar de orientações oficiais para não retornar ainda.

Contexto diplomático

O anúncio foi feito em meio a esforços para que Washington e Teerã cheguem a um acordo que inclua o Líbano. O governo dos EUA descreveu o pacto como necessário para reduzir a violência na região e facilitar negociações mais amplas sobre o conflito.

Situação militar

O primeiro-ministro israelense manteve posição de que as tropas permaneceriam no sul do Líbano, expandindo uma zona de segurança prevista de 10 quilômetros. O governo de Israel afirma que não fará ofensivas contra alvos libaneses, salvo em defesa própria.

Reações internacionais

A Casa Branca destacou a participação de múltiplos canais diplomáticos, incluindo contatos diretos entre líderes de Israel, Líbano e autoridades iranianas. Diplomatas apontam avanços, mas ressaltam divergências sobre a inclusão do Líbano no acordo e sobre o papel do Hezbollah.

Panorama regional

Autoridades no Paquistão e no Irã sinalizaram esforços para prorrogar a trégua, em meio a tensões regionais e a bloqueios de portos iranianos. Mediadores trabalham para desbloquear questões centrais: programa nuclear iraniano, o Estreito de Hormuz e reparos por danos de guerra.

A disputa envolve também interesses econômicos e estratégicos, com a expectativa de que a extensão do cessar-fogo dependa de avanços em negociações sobre segurança, fronteiras e responsabilidades. As próximas semanas devem esclarecer se a pausa se sustenta ou se novos ataques colocarão em risco o acordo.

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