- Iaroslav Azhniuk, criador do Petcube, tornou-se líder de duas startups — Odd Systems e The Fourth Law — que trabalham com drones militares na Ucrânia.
- O sistema usa reconhecimento de imagem com inteligência artificial para localizar alvos como veículos, peças de artilharia ou soldados inimigos, integrado a drones FPV com mira automática (YOLO).
- O piloto automático permite que o drone realize os últimos cerca de 400 metros de voo de forma autônoma, buscando reduzir interferências do inimigo.
- A Odd Systems também produz um interceptador de drones, Zerov, feito para identificar e destruir drones Shahed de origem iraniana.
- Os fundadores destacam a transformação da indústria de tecnologia civil ucraniana em polo militar, citando investimentos recentes e debates sobre o uso de IA em decisões de vida ou morte.
O criador de brinquedos para pets e startups ucranianas migraram para o setor de defesa. Iaroslav Azhniuk, fundador de Petcube, e a equipe desencadearam uma transformação que os levou a desenvolver drones militares na Ucrânia. O foco inicial era entretenimento animal, mas o projeto evoluiu para sistemas de visão com IA.
A nova iniciativa envolve duas empresas, Odd Systems e The Fourth Law, que incorporam reconhecimento de imagem a drones FPV. O objetivo é identificar alvos como veículos, artilharia e tropas inimigas, com pilotos humanos mantendo supervisão parcial.
O desenvolvimento ocorre em território ucraniano, com uso já registrado na linha de frente. A dupla tecnologia usa um piloto automático que executa a fase final de ataque, reduzindo a exposição humana aos riscos.
Transformação tecnológica no front
Os drones utilizam a técnica YOLO, que facilita o reconhecimento rápido de alvos após a entrada do operador. A máquina entra em modo autônomo para percorrer os quilômetros finais até o alvo, atenuando impactos de interferência externa.
A Odd Systems também produz um interceptador de drones voltado a combater modelos Shahed, amplamente usados na região. O dispositivo funciona como uma aeronave de forma simplificada, capaz de identificar e destruir ameaças inimigas com disparo controlado.
Outra linha de desenvolvimento envolve versões autônomas que percorrem rotas pré-programadas, atingindo alvos com base em um banco de dados. Os navios de apoio foram citados apenas como parte do arsenal de defesa, sem detalhar exportação para outros países.
A empresa recebeu investimento recente da Axon Enterprises, sem divulgação de valores. A decisão de investir aponta para interesse no conjunto de tecnologias de IA aplicadas a sistemas de ataque autônomo.
Contexto e linhas de responsabilidade
Especialistas destacam preocupações sobre o uso de IA em operações de combate, sobretudo quanto ao controle humano. Organizações de observação de leis de guerra acompanham o tema de perto, sem confirmar planos de exportação para outras regiões.
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