- No primeiro mês de guerra, forças americanas e israelenses realizaram cerca de 13 mil ataques contra alvos militares; o Irã aponta prejuízos acima de US$ 270 bilhões.
- Apesar de perdas operacionais, o regime iraniano sustenta vantagem estratégica ao massificar drones e manter capacidade de coordenação de respostas.
- Ao longo do conflito, Teerã perdeu o líder-supremo, o chefe do Conselho Supremo de Segurança e o ministro da Inteligência, segundo relatos citados pelo veículo.
- Mesmo com derrotas, parte da infraestrutura de mísseis e drones continua resistente, e milhares de drones iranianos permanecem ativos, estimados em cerca de metade da capacidade.
- O Irã passou a mirar em danos à economia global, fechou o Estreito de Ormuz e atingiu infraestruturas de Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, o que elevou o preço do petróleo acima de US$ 110 e acendeu alertas do FMI sobre crescimento mundial.
O Irã sofreu perdas operacionais em seu conflito com Estados Unidos e Israel, mas, segundo o professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, Carlos Frederico Coelho, ainda atua com vantagem estratégica. A afirmação foi feita durante o programa WW Especial, apresentado por William Waack, na CNN Brasil.
De acordo com Coelho, as forças vizinhas aos EUA e a Israel realizaram cerca de 13 mil ataques contra alvos militares no primeiro mês de conflito. O regime iraniano indica prejuízos acima de 270 bilhões de dólares, impactos que, segundo ele, degradaram a capacidade de resposta das milícias e derrubaram parte do equipamento militar.
Mesmo com perdas significativas, o Irã mantém a coordenação de respostas táticas e a continuidade do regime teocrático. Informações de fontes abertas apontam que parte da infraestrutura de mísseis e drones permanece operacional, com estimativas de que cerca de 50% da capacidade de drones ainda esteja funcional.
Para o analista, ataques aéreos, por si s, não derrubam governos, e a descapitalização da liderança não garante estabilidade imediata. O professor argumenta que a estratégia iraniana tem se apoiado na massificação de drones e na tentativa de prejudicar a economia global como forma de pressionar adversários.
Ao longo do conflito, o Irã adotou ações voltadas a impactar a economia global e aliados regionais de EUA e Israel. Em uma dessas medidas, Teerã teria fechado o Estreito de Ormuz, além de posicionar minas e mirar infraestruturas de países vizinhos como Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Tais movimentos elevam o preço do petróleo e geram incerteza econômica internacional, conforme avaliação de analistas e instituições internacionais.
Especificamente nos Estados Unidos, observou-se elevação no preço da gasolina e aumento de custos militares, com uso de armamentos de alto custo. Por outro lado, as autoridades iranianas trabalham com sistemas de produção de equipamentos de baixo custo, como drones que têm custo unitário estimado em torno de 35 mil dólares.
A análise de Coelho aponta que, pela primeira vez, o custo de defesa pode estar menor do lado de quem reage. Segundo ele, o Irã conseguiu manter operacional a parte central de suas capacidades de drones, o que contribui para manter a resistência, mesmo diante de perdas relevantes.
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