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Pan-Amazônia ignora conferência de Santa Marta em meio à crise do petróleo

Com o petróleo acima de US$ 100, governos da Pan-Amazônia não confirmam presença em Santa Marta, ampliando entraves à transição energética global

Com o barril acima de US$ 100, disparada do petróleo amplia custos globais em meio à guerra (Getty Images/Getty Images)
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  • Com o barril acima de US$ 100, os custos globais de energia sobem a cerca de US$ 100 bilhões, enquanto a Pan‑Amazônia parece ignorar a conferência Santa Marta.
  • A Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis ocorre de 24 a 29 de abril, visando metas para a COP31; até agora apenas Brasil e França (Guiana Francesa) confirmaram participação entre os nove países e territórios da região.
  • Peru, Bolívia, Venezuela, Equador, Guiana e Suriname não se manifestaram sobre a presença no evento; a sociedade civil participa por meio da Cúpula dos Povos paralela à conferência.
  • O movimento defende um Fundo Global para a Transição Justa e financiamento por taxas de produção de petróleo, com foco em justiça climática e apoio a países mais vulneráveis.
  • A palestra de autoridades colombianas sinaliza que o encontro não produzirá acordos formais, mas pretende fortalecer alianças e consolidar um mapa de ações para a transição energética, enquanto aumentos do petróleo incentivam exploração na Pan‑Amazônia e elevam riscos de desmatamento.

Com o barril de petróleo acima de US$ 100, países da Pan-Amazônia evitam sinalizar presença na Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia. O encontro ocorre de 24 a 29 de abril, em meio à crise energética global.

Apesar da pressão de custos, apenas Brasil e França (Guiana Francesa) confirmaram participação entre os nove países e territórios que integram a região. Peru, Bolívia, Venezuela, Equador, Guiana e Suriname não se manifestaram sobre a participação.

Panorama da conferência e quem está envolvido

O objetivo é estabelecer metas para a COP31 e alavancar a transição para fontes renováveis. O movimento ganha força com a presença de mais de 2,5 mil organizações da sociedade civil e a realização de uma Cúpula Popular paralela, de 24 a 26 de abril.

Renata Prata, do Instituto Arayara, aponta que a ausência diplomática revela um impasse histórico. A transição justa é vista com ceticismo por muitos países em desenvolvimento, sobretudo na Pan-Amazônia, onde o extrativismo insiste como motor econômico.

A Colômbia, que anunciou que sua Amazônia será livre de petróleo, é destacada como referência. Especialistas ressaltam que o sucesso da iniciativa depende de mecanismos financeiros globais e de compromissos diferenciados entre nações com trajetórias distintas.

Contexto regional e impactos econômicos

Com a alta do petróleo, custos globais de energia sobem, pressionando inflação, empregos e segurança alimentar. O custo adicional estimado varia entre US$ 104 bilhões e US$ 111 bilhões, impactando cadeias produtivas e preços ao consumidor.

Na Pan-Amazônia, a elevação dos preços pode tornar novas perfurações mais viáveis economicamente, aumentando riscos de desmatamento e impactos ambientais. Estima-se que o bloco de exploração de petróleo na região seja amplo, com grande parte dentro de áreas de floresta.

Países da região exibem cenários distintos. Brasil e Suriname registram preços próximos de US$ 96 o barril; Bolívia e Peru chegam a US$ 99; Colômbia around US$ 85; Venezuela cerca de US$ 70; Equador US$ 88; Guiana US$ 100; Guiana Francesa supera US$ 100.

Expectativas e próximos passos

A Colômbia ressalta que a conferência não deve resultar em acordos formais imediatos, mas fortalecer a cooperação entre os países. A ideia é consolidar um mapa de ações a ser apresentado na COP do Clima e considerado pelos ministros participantes.

Especialistas destacam a necessidade de financiamento para a transição justa, incluindo propostas de um Fundo Global de Transição. A adesão de governos subnacionais pode ampliar a cobertura da transição, mesmo sem participação formal de alguns Estados.

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