- Ben Roberts-Smith enfrenta cinco acusações de crime de guerra por homicídio, relacionadas a supostos assassinatos de cinco civis enquanto servia na SAS australiana no Afeganistão.
- Em primeiro posicionamento público desde a prisão em sete de abril, ele negou as acusações, afirmou não ter fugido de lutas e disse que vai provar sua inocência.
- O caso envolve os assassinatos de Mohammad Essa, Ahmadullah, Ali Jan e de dois detidos, com a defesa de fato apontando que as vítimas eram desarmadas e que há suposta manipulação de provas; três soldados são citados como testemunhas.
- A Procuradoria sustenta que os crimes ocorreram em situação de controle das forças australianas sobre o território e sem confronto ativo com o inimigo; as acusações ainda não foram comprovadas em tribunal.
- Roberts-Smith agradeceu ao parceiro, à família e aos apoiadores, pediu espaço para a privacidade da família e afirmou que não vai desistir.
Ben Roberts-Smith, ex-soldado Australian SAS, enfrenta cinco acusações de assassinato com possível crime de guerra, atribuídas a ações ocorridas durante o serviço na Afeganistão. A prisão ocorreu em 7 de abril, e ele está em liberdade mediante fiança no litoral da Gold Coast, aguardando possível julgamento.
Em comunicado divulgado pela imprensa, Roberts-Smith afirmou que não recuará e negou as acusações, destacando ter agido dentro de seus valores, treinamento e regras de engajamento. O ex-soldado disse que recebe apoio da família e agradeceu àqueles que o apoiaram publicamente.
Segundo a acusação formal apresentada no tribunal de New South Wales, as mortes envolvem um pai e filho identificados como Mohammad Essa e Ahmadullah, um fazendeiro chamado Ali Jan, e dois prisioneiros referidos como pessoa sob controle um e dois. Os documentos listam supostas evidências de que as vítimas estavam desarmadas e em locais em que Roberts-Smith poderia suspeitar de insurgentes.
A ação afirma ainda que as mortes teriam sido acompanhadas de montagem de provas ou de ligação falsa com relatos de combate, com as vítimas supostamente algemadas, detidas por um período, interrogadas e, em seguida, executadas. O ambiente de atuação é descrito como controlado pela Força de Defesa Australiana, sem presença de hostilidades ativas.
Três soldados são citados como testemunhas relevantes para a acusação, segundo a declaração de fatos. Eles teriam admitido participação pessoal na execução de um ou mais detidos, supostamente sob direção ou conivência de Roberts-Smith. Os documentos indicam que cada testemunha forneceu relatos formais de suas ações e descreve outros homicídios que presenciaram.
As alegações ainda não foram testadas em juízo, mas formam a base do caso contra o ex-soldado. A defesa de Roberts-Smith não foi detalhada no material apresentado, e não houve leitura de condenação ou absolvição até o momento.
Roberts-Smith agradeceu o apoio da parceira, Sarah Matulin, da família dela e de seus pais, além de suas filhas, ao longo do período. Ele pediu respeito à privacidade da família durante a cobertura midiática do caso e criticou o caráter público da prisão, obtida durante férias com a família.
O ex-soldado encerrou o pronunciamento afirmando que a investigação será longa e desafiadora, mas que nunca fugiu de uma luta. Afirmou ainda que continuará lutando para limpar seu nome, sem esclarecer se pretende apresentar defesa adicional ao longo do processo judicial.
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