- Ben Roberts-Smith, soldado vivo mais condecorado da Austrália, foi acusado de cinco crimes de assassinato relacionados a mortes de prisioneiros afegãos entre 2009 e 2012.
- Ele foi preso no Aeroporto de Sydney em 7 de abril e liberado sob fiança na última sexta-feira.
- Em primeira declaração após as acusações, Roberts-Smith negou todas as acusações, afirmou ter orgulho do serviço na Afeganistão e disse que usará o processo para limpar seu nome.
- O ex-corporal do Regimento de Forças Especiais afirmou que enfrentará a trajetória difícil, prometendo que jamais fugiria de um conflito.
- O juiz descreveu o caso como excepcional, com a possibilidade de anos de custódia antes do julgamento, caso não seja concedida a fiança.
Ben Roberts-Smith, reconhecido com a medalha Victoria Cross, nega todas as acusações contra ele em uma primeira declaração após ser acusado, na semana passada, de cinco crimes de homicídio de prisioneiros afegãos entre 2009 e 2012. Ele foi liberado mediante fiança na sexta-feira.
O ex-soldado do SAS da Austrália afirmou estar orgulhoso de seu serviço no Afeganistão e disse que as acusações podem servir para esclarecer seu nome. Disse ainda que não tem medo de enfrentar o processo e que nunca fugiu de um confronto.
Roberts-Smith, 47 anos, foi preso no aeroporto de Sydney no dia 7 de abril. Ainda não há data marcada para o início do julgamento, mas o juiz informou que o caso é excepcional e pode exigir tempo considerável até a resolução.
Acusações e prisão
Segundo a acusação, o militar estaria envolvido na morte de detidos afegãos desarmados, ou por ter ordenado que isso ocorresse, em um período de três anos. A defesa mantém que as ações teriam respeitado valores, treinamento e regras de combate.
O processo ocorre em meio a um histórico de destaque para Roberts-Smith, que já recebeu várias condecorações durante a carreira. O jornalista que acompanhou o caso aponta que o próximo avanço ocorre conforme a tramitação legal avança.
Entre na conversa da comunidade