- Elon Musk não compareceu à intimação para interrogatório em investigação francesa sobre o X e o Grok, acusados de abuso de algoritmos e extração indevida de dados.
- A intimação ocorreu em 20 de abril, marcada em fevereiro, após a invasão do escritório francês do X pela unidade de crimes cibernéticos da promotoria de Paris.
- A investigação também envolve suposta cumplicidade na distribuição de pornografia infantil e criação de deepfakes sexuais pela Grok.
- A promotoria informou que a ausência dos primeiros intimados não impede a continuidade do inquérito; Musk foi intimado para entrevista voluntária, sem poder de coercitiva até o momento.
- Além de Musk, ex-presidente-executiva do X, Linda Yaccarino, e outros funcionários foram intimados como testemunhas para interrogatório.
Elon Musk não compareceu a uma intimação de interrogatório em uma investigação francesa sobre o X e o Grok, seu chatbot de IA. A intimação foi marcada para 20 de abril, anunciada em fevereiro após a operação da unidade de crimes cibernéticos da promotoria de Paris. A presença de Musk era obrigatória, mas não houve custódia policial no ato.
A investigação atual analisa suposto abuso de algoritmos, extração indevida de dados e violações de direitos dos usuários. O inquérito também contempla suspeitas de cumplicidade na distribuição de pornografia infantil e na criação de deepfakes sexuais pela Grok, elevando tensões entre EUA e Europa no debate sobre Big Tech e liberdade de expressão.
O escritório da promotoria informou a ausência dos primeiros intimados, destacando que a participação não é condição para seguir o andamento do caso. Musk já havia negado inicialmente as acusações, em tom de crítica política, em julho passado.
Divisão transatlântica
Relatos do Wall Street Journal indicaram que o Departamento de Justiça dos EUA teria enviado uma carta à promotoria de Paris, afirmando que não cooperaria com a investigação por considerar motivação política. A promotoria disse não ter conhecimento dessa comunicação e ressaltou a separação de poderes prevista pela Constituição francesa.
Além de Musk, a ex-CEO do X, Linda Yaccarino, e outros executivos do X foram intimados para depoimento. A unidade francesa de crimes cibernéticos tem atuado sob o tema de moderação de conteúdo, uso de dados e conformidade com leis locais desde que Musk assumiu o controle da plataforma em 2023.
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