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Irã condiciona novas negociações com EUA ao fim do bloqueio naval

Irã condiciona novas negociações com EUA ao fim do bloqueio naval; Paquistão atua como mediador e aponta esforços para encerrar o cerco no Golfo

Navios parados em Ormuz. Rota anteriormente bloqueada pelo Irã passou a ser travada também pelos Estados Unidos.
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  • O Irã condiciona nova rodada de negociações com os EUA ao fim do bloqueio naval americano sobre portos e navios iranianos, segundo a Reuters.
  • Teerã afirmou estar “analisando positivamente” a participação após o Paquistão, mediador, abrir esforços “positivos” para encerrar o cerco no Mar Arábico e no Golfo de Omã.
  • A fonte iraniana destacou que ainda não houve decisão final, marcando uma mudança de tom em relação a declarações anteriores.
  • Os Estados Unidos apreenderam o cargueiro iraniano M/V Touska, que tentou furar o bloqueio; imagens divulgadas mostram fuzileiros desembarcando na embarcação.
  • O Paquistão prepara tratativas entre EUA e Irã, com aviões de carga C-17 chegando ao país; o cessar-fogo expira às 21h de terça-feira, e Donald Trump deixou a possibilidade de não prorrogar a trégua.

O Irã sinalizou a possibilidade de novas negociações com os Estados Unidos, desde que o bloqueio naval dos EUA contra portos e navios iranianos seja encerrado. A afirmação partiu de uma autoridade iraniana de alto escalão, em condição de anonimato, à Reuters, nesta segunda-feira, 20.

Segundo a fonte, Teerã analisava positivamente participar de diálogos após o Paquistão, mediador, abrir esforços “positivos” para encerrar o cerco naval que envolve o Mar Arábico, o Golfo de Omã e o Estreito de Ormuz. Ainda assim, nenhuma decisão havia sido tomada.

O tom representa uma mudança em relação a declarações anteriores do Irã, que descartava participação em tratativas com Washington antes. A instituição paquistanesa atua como facilitadora dos contatos entre as duas potências, ainda sem acordo concreto.

Contexto e condições

A Reuters informou que Asim Munir, principal negociador paquistanês, havia dito a Trump que o bloqueio naval era um entrave relevante. O Irã, por sua vez, chegou a anunciar a abertura de Ormuz na semana passada, sem confirmação da parte americana.

Nesta semana, as forças americanas disseram ter apreendido o navio cargueiro iraniano M/V Touska, que tentava furar o bloqueio. Imagens exibidas por militares mostraram fuzileiros desembarcando na embarcação, elevando as tensões no cerco.

O cessar-fogo no Líbano já havia sido tema anterior, mas a expiração prevista para as 21h de terça, 21, em Brasília, manteve a incerteza sobre a possibilidade de prorrogação. Trump ponderou a continuidade do bloqueio, sem confirmar prorrogação.

Desdobramentos na mediação

O Paquistão mobilizou-se para facilitar contatos entre EUA e Irã, com aeronaves de carga C-17 desembarcando equipamentos para a eventual missão de segurança. A comitiva americana chegou ao país, enquanto o hotel onde ocorreram negociações ocupou hóspedes a deixar o local.

O conflito acompanha frentes complexas na região, com vários escalonamentos de tensão e negociações que dependem de condições de acesso marítimo e de garantias de não enriquecimento de urânio pelo Irã.

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