- Irã cobra concessões dos EUA para seguir com negociações em Islamabad, incluindo fim da guerra, direito do Irã de enriquecer urânio e garantia de não voltar a ser atacado.
- Tehran propõe estender o período em que não poderá enriquecer urânio, entregar urânio altamente enriquecido a um país amigo (Paquistão) e reabrir o Estreito de Ormuz, em troca de contrapartidas.
- Os iranianos querem o fim do bloqueio ao estreito e o fim das sanções econômicas, bem como o descongelamento de depósitos no exterior e o abandono de posições consideradas maximalistas pelos EUA.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admite publicamente que não pode chegar a um acordo igual ao de 2015, rompido em 2018, o que complica as negociações.
- A crise econômica e energética afeta o país: estima-se prejuízos próximos de US$ 200 bilhões devido bombardeios e bloqueios, enquanto o Irã busca manter soberania e impor custos para desincentivar ataques futuros.
O Irã pressionou os EUA para retomar negociações e quer o fim da guerra, além do direito de enriquecer urânio e garantia de não ser atacado. As conversas devem ocorrer em Islamabad, às vésperas do fim do cessar-fogo com os EUA.
Fontes do governo iraniano disseram que os americanos precisam entender que negociar é dar e receber. Eles mantêm o suspense sobre a participação na rodada de negociações enquanto avaliam o que seria aceito de contrapartidas.
O Irã sinalizou propostas: estender o período de não enriquecimento, entregar urânio altamente enriquecido a um país amigo como o Paquistão e reabrir o Estreito de Ormuz. Em contrapartida, exigem fim do bloqueio ao estreito e o desbloqueio de depósitos no exterior.
Demandas do Irã
Entre as condições, o Irã cobra o fim das sanções econômicas e o reconhecimento de seus direitos, incluindo o programa nuclear civil. O país afirma que não renuncia à soberania e não age sob coerção externa.
Contexto político nos EUA
O presidente Donald Trump mantém posição ambígua, afirmando que acordos são difíceis após o que foi feito em 2015 e rompidos em 2018. O cenário interno pressiona o governo pela crise energética ligada ao conflito regional.
A tensão persiste no terreno: o Irã mantém capacidade de bloquear Ormuz e de atacar fronteiras árabes aliadas aos EUA, enquanto busca custos elevados para dissuadir novo ataque.
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