- Reconstrução da Faixa de Gaza: estimativa de US$ 71,4 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) para a próxima década, segundo ONU, União Europeia e Banco Mundial.
- Nos primeiros 18 meses, previsão de US$ 26,3 bilhões para restabelecer serviços essenciais, reconstruir infraestrutura básica e impulsionar a recuperação econômica.
- Custos diretos de infraestrutura em torno de US$ 35,2 bilhões; perdas econômicas e sociais estimadas em US$ 22,7 bilhões; habitação, saúde, educação, comércio e agricultura entre os setores mais afetados.
- Mais de 371 mil residências danificadas ou destruídas; quase todas as escolas palestinas afetadas; mais da metade dos hospitais fora de funcionamento; economia da região retraída em 84%.
- Cerca de 1,9 milhão de pessoas desalojadas e mais de 60% da população perdeu as casas; o cessar-fogo vigente desde 10 de outubro permanece violado por ataques entre as partes.
A reconstrução de Gaza exigirá mais de 355 bilhões de reais na próxima década, segundo estimativas do Banco Mundial em conjunto com Nações Unidas e União Europeia. O orçamento inclui danos materiais, perdas econômicas e necessidades de recuperação após dois anos de conflito com Israel e Hamas.
O estudo aponta prejuízos diretos à infraestrutura em torno de 35,2 bilhões de dólares, com perdas econômicas e sociais estimadas em 22,7 bilhões de dólares. Habitação, saúde, educação, comércio e agricultura aparecem entre os setores mais afetados.
Mais de 371 mil residências foram danificadas ou destruídas, e quase todas as escolas foram atingidas. Além disso, mais da metade dos hospitais fica fora de funcionamento, e a economia local registrou retração de 84%.
Cerca de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas, e pelo menos 60% da população perdeu moradia. A crise humanitária se agrava com a contínua violência entre Israel e Hamas, mesmo após o cessar-fogo vigente desde outubro do ano passado.
Panorama da reconstrução e impactos
Ataques continuam no território, com acusações mútuas entre as partes envolvidas sobre violações do acordo. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, operando sob a autoridade do Hamas, pelo menos 715 pessoas foram mortas desde o início da trégua. Israel aponta 5 baixas de seus soldados no mesmo período.
A Organização das Nações Unidas destaca a necessidade de recursos adicionais para serviços essenciais e recuperação econômica. A Unicef alerta para o ritmo preocupante de mortes e ferimentos entre jovens em Gaza nos últimos seis meses.
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