- começou o Diálogo Climático de Petersberg em Berlim, uma etapa preparatória para as conferências da ONU sobre clima.
- o Brasil chegou à reunião ainda sem o roteiro nacional para a transição energética, promessa feita após a COP 30, com prazo de 60 dias que venceu em fevereiro sem conclusão.
- o impasse interno envolveu Fazenda e Meio Ambiente defendendo um processo mais robusto, e Minas e Energia inclinando a usar instrumentos existentes, o que dificultou o avanço do documento.
- o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro estabelecia a elaboração de diretrizes para uma transição justa, mas o texto não foi apresentado.
- a pauta de Petersberg deverá cobrar entrega das metas de NDCs, financiamento climático para países em desenvolvimento e progresso na transição energética, sob influência da instabilidade geopolítica e custos com combustíveis fósseis.
O Diálogo Climático de Petersberg começou nesta terça-feira, 21, em Berlim, como um dos principais encontros preparatórios para as conferências da ONU sobre o clima. O Brasil participa com a expectativa de avançar na transição energética, ainda que enfrente dificuldades internas.
Em Belém, sede da COP30, o país não conseguiu fechar o tema dos combustíveis fósseis no acordo final e assumiu a dianteira de uma agenda paralela sobre transição energética. A imprensa acompanha a posição nacional frente a pressões internacionais.
O conflito no Oriente Médio amplia a pressão sobre o uso de fósseis e eleva custos globais de energia, segundo observadores. A reunião serve de termômetro diplomático diante de incertezas geopolíticas e desafios domésticos do Brasil.
Situação interna no Brasil
Logo após a COP30, o presidente Lula assinou decreto para estabelecer um roteiro de redução de fósseis. O documento previa que ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Casa Civil apresentassem diretrizes ao Conselho Nacional de Política Energética em 60 dias.
O prazo venceu em fevereiro sem encaminhamento público. Fontes ouvidas pela EXAME indicam que Fazenda e Meio Ambiente defendiam um processo robusto, enquanto Minas e Energia preferiam diluir o roteiro nos instrumentos já existentes.
Com a saída de Haddad e Marina Silva para a eleição, o andamento ficou restrito a Alexandre Silveira, hoje central no debate entre as pastas. A tendência é que as orientações dele prevaleçam na definição do rumo do processo.
Agenda de Petersberg e impactos
A ausência do roteiro soma-se a episódios que já desgastaram a imagem do Brasil no exterior. O Diálogo de Petersberg reúne representantes de cerca de 40 países e funciona como termômetro diplomático entre COPs, em meio a um cenário de maior custo político para a inação.
Entre os temas em pauta estão prazos de entrega das NDCs, financiamento climático para nações em desenvolvimento e avanços da transição energética. A instabilidade geopolítica influencia o ritmo e a ambição de cada país.
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