- O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, discursou no 17º Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, para alinhar posições antes da COP31.
- No painel “Preparando a cena para a COP31”, ele defendeu o Fundo Florestas Tropiais Para Sempre (TFFF) e os biocombustíveis como parte da transição energética brasileira.
- O TFFF já tem o apoio de 66 países e da União Europeia, com US$ 6,7 bilhões comprometidos; a meta é chegar a US$ 10 bilhões para atrair investimento privado.
- O Brasil informou que reduziu o desmatamento na Amazônia em cinquenta por cento nos últimos três anos, evitando cerca de 800 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
- Capobianco ressaltou a necessidade de critérios de sustentabilidade para biocombustíveis e citou um caminhão movido a biocombustível lançado na Hannover Industrial Fair como exemplo de soluções existentes.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participou nesta terça-feira (21) de um painel no 17º Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim. O encontro reúne representantes de mais de 40 países para preparar o terreno político das negociações climáticas globais.
No painel Preparando a cena para a COP31, Capobianco apresentou avanços do Brasil desde a COP30, realizada em Belém, e defendeu duas apostas centrais da diplomacia ambiental brasileira: o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF) e o uso de biocombustíveis na transição energética. A meta é manter o aquecimento global próximo de 1,5°C.
O ministro destacou que 66 países, além da União Europeia, já apoiam o TFFF, com um compromisso atual de US$ 6,7 bilhões. O objetivo é chegar a US$ 10 bilhões para atrair investimento privado e tornar o fundo plenamente operacional, em parceria com o Banco Mundial.
Capobianco enfatizou ainda a redução do desmatamento na Amazônia, que caiu 50% nos últimos três anos, contribuindo para evitar cerca de 800 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes. A iniciativa é apresentada como exemplo do potencial de impacto do financiamento verde na agenda climática.
O discurso também abordou a importância de acelerar a transição energética em diversos setores, incluindo transporte e indústria. Os biocombustíveis foram apresentados como parte de um portfólio de soluções, especialmente onde a eletrificação não avança no curto prazo, desde que haja critérios de sustentabilidade e transparência.
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