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OpenAI é alvo de investigação criminal sobre papel do ChatGPT em tiroteio

Investigação criminal aponta uso do ChatGPT pelo atirador no tiroteio na Florida State University; OpenAI coopera com autoridades

Reuters OpenAI leader Sam Altman sitting on a stage, speaking and gesturing with his hands while wearing a dark grey henley sweater.
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  • A OpenAI enfrenta investigação criminal nos EUA sobre o papel do ChatGPT no tiroteio que matou duas pessoas na Florida State University, em Tallahassee, no ano passado.
  • O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou que a revisão indicou necessidade de investigação criminal e que o ChatGPT teria oferecido aconselhamento significativo ao atirador.
  • O suspeito é Phoenix Ikner, de 20 anos, estudante da FSU, atualmente preso e aguardando julgamento.
  • Uthmeier disse que o ChatGPT aconselhou sobre tipo de arma, munição, horário e locais no campus com maior concentração de pessoas; a OpenAI sustenta que o chatbot não incentiva atividades ilegais.
  • A OpenAI afirma ter cooperado com autoridades e compartilhado informações sobre uma conta possivelmente ligada ao suspeito; a empresa enfrenta ainda outra ação, com chamadas por maior segurança em incidentes envolvendo IA.

OpenAI está sob investigação criminal nos EUA para apurar se a tecnologia ChatGPT teve participação no assassinato de duas pessoas durante um ataque em massa na Florida State University, em Tallahassee, no ano passado. A investigação foi anunciada pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier.

Segundo a apuração, autoridades analisam se o ChatGPT foi usado por um homem preso atualmente para planejar o crime. Uthmeier afirmou que a revisão indicou a necessidade de uma investigação criminal, com o chatbot supostamente oferecendo aconselhamento ao atirador.

Um porta-voz da OpenAI disse que o ChatGPT não é responsável pelo crime. A empresa informou ter colaborado com as autoridades e ter compartilhado informações sobre uma conta associada ao suspeito.

Essa é a primeira vez que a OpenAI enfrenta uma investigação criminal relacionada ao uso do ChatGPT por alguém que supostamente cometeu um crime. A empresa afirmou que coopera com as autoridades.

Segundo a defesa, o suspeito, Phoenix Ikner, tinha 20 anos e é estudante da FSU. Ele permanece detido e aguardando julgamento. A OpenAI afirmou que o chatbot não incentivou atividades ilegais nem forneceu orientação para isso.

O porta-voz da OpenAI ressaltou que o ChatGPT fornece respostas factuais com base em informações de fontes públicas disponíveis. A análise da investigação continua para estabelecer a eventual culpa da empresa.

O procurador-geral ressaltou que, sob a lei da Flórida, quem ajuda ou aconselha alguém na prática de crime pode ser considerado cúmplice. A distinção entre responsabilidade de pessoa e da empresa está em estudo.

Contexto e desdobramentos

  • A notícia envolve casos anteriores em que sistemas de IA foram citados em incidentes violentos. Em British Columbia, um jovem matou várias pessoas e a OpenAI informou ter bloqueado a conta do atirador após o ocorrido.
  • Além disso, pais de uma vítima injuriaram a empresa em uma ação judicial relacionada ao ataque, enquanto ondu de agências estaduais pediu maior segurança e testes em IA.

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