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Palestinos mortos em ataque de colonos em vila na Cisjordânia, dizem autoridades

Dois palestinos, incluindo menino de 14 anos, mortos em confronto entre colonos e militares israelenses em al-Mughayyir, Cisjordânia ocupada

Relatives mourn at a hospital in Ramallah where the casualties were transported on Tuesday
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  • Dois palestinianos morreram, incluindo um adolescente de 14 anos, em ataque envolvendo colonos judeus e soldados israelenses na vila de al-Mughayyir, na Cisjordânia ocupada.
  • Aws al-Naasan, 14, e Jihad Abu Naim, 32, foram mortos pelos soldados, segundo o Ministério da Saúde palestino, que atribui os tiros aos colonos.
  • O prefeito Amin Abu Alia disse à BBC que cerca de dez colonos, acompanhados de soldados, se aproximaram da vila e começaram a atirar contra a escola.
  • O Exército de Israel informou ter chegado após relatos de pedras lançadas contra um carro israelense com civis; um reservista desceu do veículo e abriu fogo, conforme divulgado, com a força dizendo ter atuado para dispersar o confronto violento.
  • O episódio ocorre em meio a relatos de aumento da violência de colonos na região, com dezenas de mortos e centenas de feridos desde o início de 2026, conforme a ONU, com críticas de organizações de direitos humanos sobre a atuação das forças de segurança.

Dois palestinianos, incluindo um adolescente, foram mortos durante um confronto com colonos judeus e soldados israelenses em uma vila na Cisjordânia ocupada, informou autoridades palestinas. A liderança local afirmou que cerca de 10 colonos acompanhados de militares chegaram à vila de al-Mughayyir e começaram a atirar em direção a uma escola.

Aws al-Naasan, 14 anos, e Jihad Abu Naim, 32, faleceram após a intervenção dos soldados, segundo o governo de saúde palestino, que atribuiu as mortes a tiros de colonos. O exército de Israel afirmou ter enviado tropas após denúncias de pedras lançadas contra um veículo israelense que transportava civis, incluindo um reservista que teria reagido abrindo fogo.

O Exército acrescentou que os militares agiram para dispersar o confronto violento e que o fato está sob análise. Um vídeo de celular supostamente mostra um soldado israelense abrindo fogo, enquanto imagens adicionais mostram correria perto dos portões da escola.

Contexto regional

Kathem al-Haj Ahmed, morador de 57 anos, disse à Reuters que a escola foi surpreendida por “turmas de colonos” acompanhados pelas forças. Ele afirmou que a escola pediu que os pais viessem buscar os filhos, quando houve disparos de um lado e de outro. O Ministério das Relações Exteriores da Palestina condenou o que chamou de ataque terrorista e massacre promovidos por “gangues de colonos” em coordenação com o exército.

Segundo a ONU, o aumento da violência de colonos na Cisjordânia persiste. Em 2026, pelo menos 10 palestinianos foram mortos e 385 ficaram feridos em ataques de colonos, com mais de 1.750 deslocados devido à violência e a restrições de acesso israelenses. Organizações de direitos humanos criticam a atuação de militares na região, acusando favorecimento a grupos extremistas.

O recorte histórico aponta que Israel desenvolveu cerca de 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental desde 1967, abrigando aproximadamente 700 mil judeus. A população local palestina, estimada em cerca de 3,3 milhões, convive no território, que permanece em disputa sob o direito internacional.

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