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Quase 8.000 migrantes morreram ou desapareceram em rotas migratórias em 2025

Relatório da Organização Internacional para as Migrações aponta quase oito mil mortes ou desaparecimentos de migrantes em 2025, com queda ante 2024 e alerta para falha global

Migrantes caminham até a uma praia para serem levados para a Grã-Bretanha por meio do Canal da Mancha, em Grande-Synthe, perto de Dunquerque, norte da França
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  • Quase oito mil migrantes morreram ou desapareceram em rotas migratórias em dois mil e vinte e cinco, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
  • O Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM registrou mais de oitenta mil mortes e desaparecimentos desde dois mil e quatorze.
  • Até o começo de dois mil e vinte e seis, a OIM já registrou mil setecentos e vinte e três mortos ou desaparecidos nessas rotas.
  • O relatório destaca que os números representam apenas um mínimo do total e reforçam a necessidade de ação urgente para evitar novas mortes.
  • A queda de dois mil e vinte e cinco em relação a dois mil e vinte e quatro é atribuída, em parte, à redução do número de pessoas que buscam rotas irregulares e a restrições financeiras para atores humanitários.

Quase 8 mil migrantes morreram ou desapareceram em rotas migratórias em 2025, segundo relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgado nesta terça-feira (21). O documento aponta a necessidade de ação urgente para interromper mortes evitáveis.

O Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM registra, desde 2014, mais de 80 mil casos de mortes e desaparecimentos. A organização ressalta que esses números representam o mínimo verificado até o momento.

Desde o início de 2026, a OIM já contabiliza 1.723 mortes ou desaparecimentos em rotas migratórias, reforçando a continuidade do problema em várias regiões do mundo.

Contexto e fatores

Apesar do total de 2025 ficar abaixo de 2024, a diferença é pequena: 9,2 mil mortes em 2024, contra quase 8 mil em 2025. A queda está parcialmente ligada à redução real de pessoas em trajetos irregulares e perigosos, principalmente no continente americano.

A OIM atribui parte da variação a restrições financeiras enfrentadas por atores humanitários que documentam ocorrências em corredores migratórios. O relatório ressalta ainda a necessidade de ampliar ações de proteção e monitoramento para reduzir os óbitos.

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