- Tim Cook deixará o cargo de CEO da Apple, mas permanece na empresa como presidente executivo (executive chair) para atuar junto a formuladores de políticas ao redor do mundo.
- John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware, será o novo CEO da Apple, a partir de 1º de setembro.
- Cook, de 65 anos, exerceu o cargo desde 2011, sucedendo Steve Jobs.
- A empresa informou que o papel de Cook como presidente executivo envolverá interação com policymakers globais.
- Ternus é veterano da Apple, ingressou em 2001, é reconhecido por habilidade em gerenciar políticas internas, enquanto Cook cuidou das relações externas e da cadeia de suprimentos.
Tim Cook deixará de ser CEO da Apple, mas permanecerá na empresa como presidente executivo, mantendo a função de conduzir a política externa da companhia. A transição ocorre com a nomeação de John Ternus, chefe de engenharia de hardware, para sucedê-lo no cargo a partir de 1º de setembro. A Apple destacou que a mudança não encerra o papel de Cook na gestão estratégica da empresa.
Cook, 65, assumiu a liderança da Apple em 2011, sucedendo Steve Jobs. Durante seu mandato, a companhia expandiu operações globais, lançou novos modelos de devices e manteve o enfoque em eficiência de cadeia de suprimentos e produção. A nota oficial não detalha futuras mudanças no portfólio de produtos.
Nova fase para a política externa
A Apple informou que Cook atuará como chair executivo, função que envolverá diálogo com formuladores de políticas ao redor do mundo. O cargo reflete a atuação histórica do executivo como diplomata corporativo, especialmente no contexto de tensões comerciais entre os EUA e a China.
Ternus, 50, é interno da Apple desde 2001 e é reconhecido por sua habilidade política dentro da empresa, segundo o Wall Street Journal. Ainda que tenha foco técnico, o anúncio indica que o papel de Cook na política externa deve continuar a influenciar decisões estratégicas da companhia.
Ataques e debates em IA nos EUA
Separadamente, a controvérsia em torno de IA ganhou força com um ataque à casa de Sam Altman, CEO da OpenAI, registrado no início de abril. Um indivíduo lançou um coquetel molotov contra o imóvel e tentou invadir a sede da empresa horas depois. Altman relatou o episódio em meio a críticas sobre o ritmo de implementação da IA.
A pressão pública sobre IA também se manifestou em debates no Congresso dos EUA sobre a extensão de parte de uma lei de vigilância, que venceu uma prorrogação de 10 dias após votações acirradas entre Republicanos e Democratas. A discussão envolve instrumentos de monitoramento de comunicações com estrangeiros.
Entre na conversa da comunidade