- Os EUA apresentaram seis acusações de fraude eletrônica, quatro de fraude bancária e uma de conspiração para lavar dinheiro contra o Southern Poverty Law Center, por supostamente financiar informantes que infiltraram grupos extremistas, incluindo a Ku Klux Klan.
- O inquérito afirma que o SPLC destinou mais de $3 milhões a pessoas associadas a grupos violentos entre 2014 e 2023, incluindo mais de $1 milhão a uma pessoa ligada ao Unite the Right em Charlottesville, em 2017.
- Também indica que o SPLC enviou mais de $270.000 a alguém que ajudou a planejar e participar do evento de Charlottesville em 2017.
- O interino da liderança, Bryan Fair, disse que o SPLC dedicou cinquenta e cinco anos a combater supremacia branca e injustiças, e que o uso de informantes era necessário diante de ameaças; afirmou ainda que a organização não trabalha mais com informantes pagos.
- Em seu pronunciamento, o Departamento de Justiça argumentou que o SPLC, na prática, não desmontava grupos extremistas e sim criava o extremismo ao pagar fontes para fomentar o ódio racial.
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou acusações de fraude contra o Southern Poverty Law Center (SPLC), grupo de direitos civis que monitora organizações extremistas e atuou no enfrentamento do Ku Klux Klan. A defesa do SPLC afirma que vai se defender vigorosamente.
Em uma coletiva nesta terça-feira, o Procurador-Geral Interino Todd Blanche afirmou que a organização sem fins lucrativos financiou secretamente os próprios grupos que diz combater, por meio de pagamentos a informantes que se infiltraram nas entidades, incluindo o KKK.
A Justiça apresentou um total de 11 acusações contra o SPLC: seis por fraude por wire, quatro por fraude bancária e uma por conspiração para lavagem de dinheiro. A denúncia sustenta uso de recursos para financiar atividades de infiltração.
Acusações e montantes
Segundo o documento, o SPLC enviou centenas de milhares de dólares a informantes afiliados a grupos como National Alliance, KKK e National Socialist Movement. Em um caso, a soma chega a 1 milhão de dólares.
A denúncia também afirma que o SPLC repassou mais de 270 mil dólares a uma pessoa ligada ao planejamento do evento Unite the Right, em Charlottesville, em 2017, sem detalhar a função realizada pela pessoa.
Entre 2014 e 2023, a avaliação aponta mais de 3 milhões de dólares encaminhados a indivíduos associados a grupos extremistas violentos. Alega-se uso inadequado de doações, com representações falsas sobre o destino dos recursos.
Repercussões e contexto
O SPLC sustenta que o uso de informantes era necessário diante de ameaças de violência e relembra ataques anteriores, incluindo uma explosão a fogo na sede em 1983. Em resposta, o órgão afirma que não trabalha mais com informantes pagos.
O caso ocorre em meio a críticas de republicanos que acusam o SPLC de direcionar suas investigações a grupos conservadores. O FBI encerrou anteriormente relação com o SPLC, em 2023, atribuindo a atuação a uma máquina de desinformação partidária.
A organização, com sede no Alabama, afirma dedicar-se há 55 anos ao combate à supremacia branca e a injustiças. A atual liderança permanece, afirmando cooperação com autoridades e defesa da integridade institucional.
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