- O presidente Gustavo Petro anunciou o encerramento das negociações de paz com o Estado-Maior de Blocos, grupo guerrilheiro liderado por Alexander Diaz, conhecido como Calarcá, em 21 de abril de 2026.
- A suspensão ocorreu após acusações de descumprimento de acordos, inclusive sobre não queimar a floresta, e de ataques contra as forças de segurança.
- A decisão ocorre poucos meses antes do fim do mandato, em agosto de 2026, e foi acompanhada de um pedido de revisão das conversas ao Alto-Comissariado para a Paz, Otty Patiño.
- As negociações com o grupo começaram em 2023 e se inserem na agenda de “paz total” promovida pelo governo de Petro.
- Outras tentativas de diálogo com guerrilhas, como o ELN, também enfrentaram dificuldades ou interrupções, evidenciando desafios na condução da paz no país.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, encerrou nesta terça-feira as negociações de paz com o Estado-Maior de Blocos, grupo guerrilheiro liderado por Alexander Diaz, conhecido como Calarcá. A decisão ocorreu meses antes do fim de seu mandato, marcado para agosto de 2026. Otty Patiño, alto comissário para a paz, deve revisar o processo.
Petro afirmou que o grupo violou compromissos assumidos durante as conversas iniciadas em 2023. Segundo o presidente, Calarcá teria descumprido acordos de não queimar florestas e passageiro de ataques contra as forças de segurança, o que motivou a suspensão.
A paralisação das negociações evidencia dificuldades na agenda de paz defendida pelo governo, especialmente com vistas às eleições de 31 de maio. Além disso, o governo tem enfrentado pressões externas e internas sobre as negociações com organizações armadas.
Contexto das negociações
O Estado-Maior de Blocos é uma das maiores facções que não aderiram ao acordo de paz de 2016. Atua principalmente em áreas estratégicamente próximas à fronteira com a Venezuela e à Amazônia colombiana, financiando atividades ilícitas como desmatamento, narcotráfico, extorsão e mineração.
Petro já citou críticas a crimes de guerra atribuídos ao grupo e manteve a posição de buscar um acordo somente com condições que considere sólidas. A decisão de hoje reforça a tendência de rupturas em tentativas de diálogo com diferentes frentes armadas no país.
Panorama político e regional
Observadores destacam que a medida acontece perto do fim do governo e num momento de tensão com parceiros internacionais, incluindo sanções impostas pelo governo dos EUA sob alegações relacionadas ao combate ao narcotráfico.
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