- O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu, nesta quinta-feira (23), uma rediscussão sobre a presença da Venezuela no Mercosul.
- Ele afirmou que um contexto político diferente, com a queda de Nicolás Maduro, poderia favorecer a volta da Venezuela ao bloco.
- A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2017 por violar a cláusula democrática do acordo.
- Alckmin disse que, com a retomada de relações entre a Venezuela e os EUA, outras nações passaram a considerar a possibilidade de aproximação.
- Além da Venezuela, o governo mencionou interesse da Colômbia em aderir ao bloco, e a Bolívia já está em processo de inclusão.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, solicitou nesta quinta-feira (23) uma nova discussão sobre a presença da Venezuela no Mercosul. A declaração, dada em Brasília a agências internacionais, aponta que um contexto político diferente no país pode favorecer a análise sobre a sua participação no bloco.
O governo brasileiro tem discutido a retomada de participação venezuelana no Mercosul desde a suspensão ocorrida em 2017, motivada pela chamada cláusula democrática. Alckmin afirmou que a Venezuela entrou no acordo, foi suspensa e, com mudanças políticas, esse tema poderia ser rediscutido.
As relações comerciais da Venezuela com outros países têm ganhado fôlego recentemente, à medida que avanços diplomáticos internos e externos são vistos como sinal de recuperação. O cenário internacional, segundo o vice-presidente, pode influenciar a decisão sobre a reentrada.
Interesses de adesão de Colômbia e Bolívia
Além da discussão sobre a Venezuela, Alckmin destacou que a Colômbia demonstrou interesse em aderir ao Mercosul, enquanto a Bolívia já participa de processos de inclusão na parceria econômica. Não houve detalhamento de cronogramas ou condições para esses moventes.
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