- Representantes de Israel e do Líbano vão se reunir em Washington nesta quinta-feira, 23, para a segunda rodada de negociações diplomáticas.
- Um cessar-fogo de dez dias no Líbano permanece em vigor após ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril.
- O conflito começou em 8 de outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em solidariedade ao Hamas.
- O Líbano busca prorrogação de um mês do cessar-fogo em negociações em nível de embaixador; o plano liderado pelos EUA afirma que Israel preservará o direito de autodefesa e pede ao governo libanês que impeça ataques do Hezbollah.
- A tensão no terreno continua, com ataques recentes e acusações de crimes de guerra pelo primeiro-ministro do Líbano após um ataque no sul que matou uma jornalista; a imprensa libanesa informou mortes de civis em outras regiões e a Embaixada dos EUA em Beirute recomenda que americanos deixem o país.
Representantes de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington nesta quinta-feira (23) para a segunda rodada de negociações diplomáticas, em busca de avanços sobre o cessar-fogo no Líbano.
O acordo de dez dias continua em vigor, após ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, em 16 de abril. O conflito mais recente teve início em 8 de outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes em apoio ao Hamas.
O Líbano planeja solicitar, durante as conversas, uma prorrogação de mais um mês do cessar-fogo, em nível de embaixador, segundo uma fonte política citada pela CNN na quarta-feira (22).
O plano, apoiado pelos EUA, defende que Israel preserve o direito de autodefesa e exige que o governo libanês impeça ataques do Hezbollah contra alvos israelenses.
Declarações e posição de Israel
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que o país não tem desentendimentos sérios com o Líbano e está disposto a buscar a paz com quem estiver disposto. Em discurso na quarta-feira, Sa’ar pediu cooperação do governo libanês contra o Hezbollah.
Situação no terreno e reações internacionais
Na última semana, ataques de Israel e do Hezbollah ocorreram, elevando a tensão na região. O primeiro-ministro do Líbano acusou Israel de crimes de guerra após um bombardeio no sul do país, que resultou na morte de uma jornalista e ferimentos graves de outra, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. A mídia libanesa informou também mortes em Israel durante ataques na região sul.
A comunidade internacional reagiu com preocupação, incluindo a ONU e o Comitê para a Proteção de Jornalistas. A Embaixada dos EUA em Beirute orientou cidadãos a deixarem o Líbano, citando riscos de terrorismo e sequestro em todo o país.
Contexto estratégico
O Líbano busca desarmar o Hezbollah há anos, especialmente próximo à fronteira com Israel. Em janeiro, Beirute informou ter concluído a primeira fase de seu plano, porém Israel disse que o progresso não seria suficiente.
As negociações em Washington ocorrem enquanto o conflito permanece sensível a desdobramentos militares e à pressão internacional.
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