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Lula elogia retirada de credenciais de delegado dos EUA no Brasil e solicita diálogo

PF retira credenciais de policial americano atuante no Brasil; medida, apoiada por Lula, amplia reciprocidade nas relações e restringe acesso a bases de dados

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Foto: Creative Commons
  • A Polícia Federal retirou as credenciais de trabalho de um policial americano que atuava no Brasil junto à corporação.
  • A decisão foi anunciada na quarta-feira (22/4) pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, dois dias após os EUA determinarem o retorno do oficial de ligação da PF na Flórida, Marcelo Ivo de Carvalho.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a medida, citando reciprocidade nas relações internacionais.
  • A PF informou que a retirada de credenciais impede o acesso do agente a unidades e a bases de dados brasileiras.
  • O Ministério das Relações Exteriores criticou a atuação dos EUA; Ramagem, ex-deputado federal condenado, foi detido no Brasil, e o oficial de ligação já está no país.

A Polícia Federal confirmou a retirada das credenciais de trabalho de um policial americano que atuava no Brasil, no âmbito de uma relação de cooperação com a PF.

A medida ocorre após a decisão dos EUA de exigir o retorno do agente de ligação da PF na Flórida ao Brasil, após a detenção de Ramagem. O presidente Lula comentou a decisão, destacando a reciprocidade entre os dois países.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou a medida em entrevista à GloboNews. Segundo ele, o afastamento impede o acesso do agente a unidades da PF e suspende o uso de bases de dados brasileiras, como parte de uma aplicação prática do princípio de reciprocidade em relações internacionais.

Reciprocidade e contexto

Rodrigues afirmou que o conceito de reciprocidade rege as cooperações entre agências de segurança. Ele reconheceu que a decisão é dolorosa, mas necessária para manter o equilíbrio entre Brasil e Estados Unidos. O policial americano já está no Brasil, conforme a PF.

Na terça-feira (21/4), o Ministério das Relações Exteriores informou que a decisão foi comunicada a uma diplomata norte-americana. O MRE também criticou a ação dos EUA, destacando que a prática não condiz com a relação de longa data entre os dois países.

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