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PM libanês acusa Israel de crimes de guerra após ataque a jornalista

Primeiro-ministro do Líbano acusa Israel de crimes de guerra após ataque aéreo matar Amal Khalil e ferir fotojornalista em Tayri, sul do Líbano

Parentes e amigos lamentam a morte de Amal Khalil, que trabalhava para o jornal Al Akhbar do Líbano. 23/04/2026
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  • O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, classificou como crime de guerra o ataque aéreo que matou a jornalista Amal Khalil e feriu Zeinab Faraj, na cidade de Tayrì, sul do Líbano.
  • Amal Khalil, 42 anos, era repórter do jornal Al-Akhbar; Zeinab Faraj ficou ferida após o ataque na casa onde as profissionais estavam abrigadas.
  • O Exército israelense reconheceu os ataques às duas jornalistas, mas afirmou não ter como alvo jornalistas, dizendo ter visto veículos próximos a uma estrutura associada ao Hezbollah e ter reagido.
  • O presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o ministro da Informação, Paul Morcos, condenaram o ataque e disseram tratar-se de violação do direito internacional humanitário.
  • O Comitê Libanês para a Proteção dos Jornalistas afirma que obstruir operações de resgate pode configurar crime de guerra; desde março, cinco jornalistas já morreram no Líbano em bombardeios.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de crimes de guerra após um ataque aéreo que vitimou Amal Khalil, repórter do jornal Al-Akhbar, e feriu a photojornalista Zeinab Faraj no sul do país. O incidente ocorreu na cidade de Tayri, na noite de quarta-feira, durante o atual conflito regional.

Khalil, de 42 anos, morreu no ataque que atingiu a casa onde ela se abrigava com Faraj. O jornal Al-Akhbar informou a morte da colega e disse que ambas estavam sob proteção de uma residência, após fuga de ataques anteriores. Faraj ficou ferida e recebeu atendimento médico.

O Exército israelense reconheceu ter atingido as duas profissionais, mas negou ter jornalistas como alvo, afirmando ter visto dois veículos vindos de uma estrutura supostamente ligada ao Hezbollah se aproximando das forças israelenses. O Hezbollah atua no contexto do conflito regional.

Contexto e reações oficiais

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, chamou o ataque de crime de guerra, afirmando que Israel ataca jornalistas para ocultar crimes no Líbano. O ministro da Informação, Paul Morcos, classificou o ataque como violação do direito internacional humanitário.

Segundo o CPJ, a obstrução de operações de resgate pode configurar crime de guerra. Desde março, cinco jornalistas já haviam morrido no Líbano devido aos bombardeios. O conflito segue em um cessar-fogo frágil entre Israel e o Líbano.

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