- Sargento do Exército dos EUA, Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, foi preso por usar informações confidenciais para fazer apostas na Polymarket relacionadas à operação que capturou Nicolás Maduro.
- Van Dyke apostou cerca de US$ 33 mil em 13 jogos na semana anterior à ofensiva, rendendo quase US$ 410 mil (aproximadamente R$ 2 milhões).
- As apostas foram feitas com previsões como “SIM” sobre ações dos EUA na Venezuela até 31 de janeiro de 2026 e a invasão da Venezuela.
- A investigação aponta participação no planejamento e na execução da Operação Absolute Resolve, que resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores no início de janeiro.
- O sargento enfrenta acusações com base na Lei de Bolsas de Mercadorias, fraude eletrônica e transação monetária ilegal, com penas máximas previstas de até 10, 20 e 10 anos, respectivamente.
Um sargento do Exército dos EUA foi preso por usar informações confidenciais para lucrar com apostas no mercado de previsões Polymarket sobre a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. A acusação aponta ganhos acima de US$ 410 mil.
Gannon Ken Van Dyke, 38 anos, estava lotado em Fort Bragg, Carolina do Norte. A investigação aponta que ele fez 13 apostas na semana anterior à ofensiva militar prevista contra Maduro, com base em informações não públicas.
Segundo a acusação, as apostas tinham como alvo resultados como a confirmação da invasão dos EUA na Venezuela até 31 de janeiro de 2026. O montante total apostado foi de cerca de US$ 33 mil, que gerou lucro próximo de US$ 410 mil.
As autoridades dizem que Van Dyke participou do planejamento e da execução da chamada Operação Absolute Resolve, que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no início de janeiro. As infrações citadas incluem violação de leis de valores mobiliários, fraude eletrônica e transações financeiras ilícitas.
A Polymarket informou ter reforçado regras de integridade de mercado para coibir uso de informações privilegiadas. A plataforma afirmou que encaminha casos ao Departamento de Justiça quando identifica negociações com dados confidenciais e que trabalha em cooperação com a investigação.
O procurador-geral interino ressaltou que militares estão proibidos de usar dados sigilosos para ganhos financeiros. Ele destacou que leis federais que protegem informações de segurança nacional se aplicam plenamente, mesmo diante de novos formatos de mercados de previsão.
Van Dyke foi registrado como parte da equipe em Fort Bragg e assinou acordos de confidencialidade para não divulgar informações classificadas relacionadas a operações. A denúncia aponta que ele criou conta na Polymarket em 26 de dezembro de 2025 e passou a apostar sobre a Venezuela.
Conforme o DOJ, o militar transferiu parte dos lucros para uma carteira de criptomoedas no exterior e, posteriormente, para uma conta em corretora online, além de tentar ocultar sua identidade ao excluir a conta e alterar dados de transação.
A operação de captura ocorreu na madrugada de 3 de janeiro, quando forças americanas prenderam Maduro em Caracas. Horas depois, o anúncio oficial apontou o sucesso da investida, acompanhado pela divulgação das apostas feitas pelo militar.
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