- O cessar‑fogo entre Israel e Líbano foi prorrogado por três semanas, anunciado pelo presidente dos EUA após reunião na Casa Branca.
- Trump disse que houve participação de representantes dos dois países e que os Estados Unidos vão ajudar o Líbano a se proteger do Hezbollah.
- O presidente classificou a reunião como “histórica” e informou que espera receber em breve o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.
- Ainda há confrontos: ataque israelense perto de Nabatieh, no sul do Líbano, deixou três mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês; o Hezbollah reivindicou ataques contra tropas israelenses.
- As tensões regionais envolvendo Irã e Hezbollah influenciam o cenário de paz, com apreensões de navios no estreito de Ormuz e o petróleo acima de US$ 100 o barril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou o cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas, segundo anúncio feito nesta quinta-feira, 23, via Truth Social. A decisão foi tomada após uma reunião na Casa Branca com representantes dos dois países, que Trump classificou como muito boa e afirmou que os EUA vão colaborar com o Líbano para protegê-lo do Hezbollah.
Trump destacou que a reunião foi histórica e que pretende receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Além do próprio Trump, participaram do encontro o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel Mike Huckabee e o embaixador no Líbano Michel Issa, além de representantes de alto escalão de Israel e do Líbano no Salão Oval.
Ataques e contexto regional mantêm a tensão
Mesmo com a prorrogação, os combates entre Israel e o Hezbollah continuam, com relatos de troca de tiros na região sul do Líbano. Um ataque israelense próximo à Nabatieh, no sul libanês, deixou três mortos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O Hezbollah reivindicou três ataques contra tropas israelenses que atuam na região.
O cenário ampliado envolve ainda o Irã, que apoia o Hezbollah. Autoridades iranianas afirmaram ter apreendido dois navios de carga no Estreito de Ormuz, contribuindo para tensões na rota de navegação de petróleo. Em resposta, o governo dos EUA endureceu o tom e ordenou à Marinha que atue contra embarcações que ataquem ou lancem minas no estreito.
Essas ações elevam a insegurança nos mercados de energia, com o petróleo comercializado acima de US$ 100 o barril. As tensões também levaram a mudanças de postura entre Estados Unidos e Irã, com avalos militares e movimentações navais que sinalizam uma escalada na região.
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