- Michael Myers, americano, atuava como adido policial na embaixada dos EUA em Brasília desde 2024 e teve credenciais retiradas pelo Itamaraty por reciprocidade.
- Myers era oficial da Agência de Investigação da Polícia (HSI) ligada ao ICE; deixou o Brasil na quarta-feira, vinte e dois, por determinação do Itamaraty.
- a decisão foi comunicada à encarregada de negócios da embaixada dos EUA, Kimberly Kelly, em reunião na terça-feira, vinte e um.
- o outro oficial que trabalha com cooperação na Polícia Federal, dentro da Interpol, deve aguardar negociações diplomáticas entre os países.
- a tensão entre Brasil e Estados Unidos aumentou após a suposta expulsão de Marcelo Ivo, oficial da PF na Flórida; o Departamento de Estado informou que ele atuou em perseguição política e manipulação do sistema migratório; Ivo retornou ao Brasil no início da semana por determinação do Diretor Geral Andrei Rodrigues, e Tatiana Torres foi indicada para a vaga até apuração, ainda incerta.
Michael Myers, oficial da HSI, atuava como adido policial na embaixada dos EUA em Brasília desde 2024. Em razão de uma decisão de reciprocidade, o Itamaraty retirou suas credenciais de acesso ao prédio e aos sistemas.
A medida ocorreu após o governo brasileiro exigir o mesmo tratamento aos profissionais brasileiros que atuam no exterior. Na prática, Myers deixou a embaixada na quarta-feira, 22, e já está fora do país, conforme determinação do Itamaraty.
A reunião para formalizar a decisão foi realizada na terça-feira, 21, entre autoridades brasileiras e a encarregada de negócios da embaixada dos EUA, Kimberly Kelly. Na sequência, o Itamaraty informou oficialmente a saída do oficial.
Outro policial envolvido na cooperação com a PF, atuando dentro da Interpol, permanece em território brasileiro e aguarda desfecho diplomático entre Brasil e EUA.
Contexto diplomático
A tensão entre Brasil e Estados Unidos ganhou contornos após a suposta expulsão de Marcelo Ivo, oficial de ligação da PF atuando na Flórida. O Departamento de Estado dos EUA indicou, em rede social, que Ivo teria atuado em perseguição política e violado sistemas migratórios.
Ivo retornou ao Brasil no início da semana, após chegar ao trabalho e perceber que suas credenciais haviam sido bloqueadas. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, designou a delegada Tatiana Torres para substituí-lo até que a situação seja apurada.
A PF ainda não confirmou se Tatiana Torres ficará no cargo de forma permanente. A nomeação é incerta, já que a corporação não informou a data de definição.
Entre na conversa da comunidade