- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fará uma viagem a Paquistão, Omã e Rússia para avaliar a possibilidade de reabrir negociações de paz, com foco em um cessar-fogo duradouro envolvendo EUA e Israel.
- Em Omã, devem ocorrer discussões sobre uma possível nova forma de governar o estreito de Hormuz; Paquistão atua como mediador, mas as duas partes mantêm exigências firmes.
- Os EUA exigem garantias verificáveis de que Teerã encerre o seu programa nuclear e levantem o bloqueio, enquanto o Irã pede o fim das sanções e do bloqueio do estreito.
- Uma proposta recente do Irã envolve dividir o estoque de urânio altamente enriquecido, de cerca de 400 kg, diluindo progressivamente cada parcela em troca de sanções mais brandas, e buscar garantias da China como garantia.
- Em Moscou, a Rússia pode indicar interesse em aceitar parte do estoque, enquanto autoridades regionais veem a possibilidade de retorno às negociações, ainda que o impasse permaneça.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, inicia uma rodada de visitas a Pakistan, Oman e Russia para avaliar se há base para reabrir negociações de paz. O objetivo é obter um comprometimento permanente dos EUA e de Israel para cessar ataques contra o Irã.
Em Islamabad, mediadores paquistaneses recebem Araghchi, com a expectativa de retomar conversas com uma equipe norte-americana liderada pelo vice-presidente. Ainda assim, as partes mantêm posições firmes e não demonstram disposição imediata de recuar.
Oman pode ser destaque da viagem ao discutir uma possível nova arquitetura para o estreito de Hormuz, sob supervisão omanense. O país já acompanha a região sul do corredor estratégico.
Avanços e propostas
O governo iraniano sinaliza que não pretende recomeçar negociações sem a gradual levantamento de bloqueios, incluindo de portos. Além disso, discute que o fim do conflito deve acompanhar garantias territoriais e de sanções. O país aponta que questões como compensação e o controle do estreito são cruciais para o país.
Além disso, o Irã avalia dividir o seu estoque de urânio altamente enriquecido, cerca de 400 kg, diluindo gradualmente cada porção em troca da suspensão de sanções específicas. O governo também estuda a possibilidade de China atuar como garantidora de qualquer acordo.
Contexto internacional
Em Moscou, a Rússia pode abrir espaço para receber parte do estoque mencionada. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o tema central das negociações já não é apenas o nuclear, mas sim um acordo para encerrar a guerra de forma a atender aos interesses do Irã.
Nos EUA, autoridades destacam a manutenção de operações no estreito e ressaltam que o bloqueio de portos iranianos continua. Além disso, há informações de que Israel não participa das negociações, o que complica o cenário diplomático na região.
Entre na conversa da comunidade