- O interior do país anunciou a prisão de Amjad Youssef, ex-funcionário do regime, capturado no campo a cerca de cinquenta quilômetros ao sul de Hama, após operação de segurança.
- Youssef é considerado um dos suspeitos mais proeminentes do massacre de Tadamon, que vitimou aproximadamente 288 civis, entre eles 12 crianças, em 2013, no sul de Damasco.
- Vídeos registrados pelos perpetradores e divulgados posteriormente mostraram execuções, cremações e enterros em vala comum, com participação de militares e milícias pró-governo.
- A prisão veio depois de sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia e de uma investigação francesa sobre crimes de guerra, impulsionadas pela revelação da chacina pelo Guardian em 2022.
- Em Tadamon, a notícia foi recebida com comemorações ao redor das mesquitas, com moradores relembrando as atrocidades ocorridas e as buscas por justiça.
A polícia síria anunciou a prisão de Amjad Youssef, suspeito de liderar o massacre de Tadamon, ocorrido em 2013 na região sul de Damasco. Ele foi capturado no campo, cerca de 50 km de Hama, após operação de segurança assegurada pelas forças do país. Youssef, ex-funcionário do regime, já era um dos fugitivos mais procurados.
O Ministério do Interior divulgou que a detenção ocorreu após uma operação bem planejada. Imagens divulgadas pela pasta mostram o suspeito em uniforme de prisão, com o rosto marcado, rodeado por membros da segurança. A prisão marca o desfecho de anos de busca.
O caso Tadamon envolve a morte de cerca de 288 civis, entre eles 12 crianças, em um bairro de Damasco em 2013. Vídeos supostamente gravados pelos próprios perpetradores mostram civis conduzidos a uma fossa e executados, com corpos queimados e enterrados.
Prisão e contexto
Fontes diplomáticas associadas ao caso mencionaram sanções impostas por Estados Unidos e União Europeia após a divulgação dos vídeos. A França também abriu investigação por crimes de guerra. Youssef era visto como o elo central entre militares de segurança e milícias pró-regime no episódio.
Vizinhos e testemunhas locais relataram que as atrocidades no Tadamon teriam se estendido até 2015, com um número de vítimas possivelmente superior a mil. Rumores sobre o paradeiro do suspeito circularam por anos, incluindo informações sobre fuga para o Líbano ou Europa e suposta cirurgia nos traços faciais.
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