- O Exército dos Estados Unidos realizou no domingo, dia vinte e seis de abril de dois mil e vinte e seis, novo ataque a uma embarcação no oceano Pacífico, deixando três mortos.
- A autoridade militar afirmou que a embarcação navegava em rotas conhecidas do tráfico de drogas e participava de operações ligadas ao narcotráfico.
- O governo de Donald Trump mantém que está em guerra contra narcoterroristas na América Latina, alvo dos ataques desde setembro do ano passado, embora não tenha apresentado evidências de envolvimento dos navios atacados no tráfico.
- Pelo menos sete ataques similares foram anunciados pelo Exército Americano em abril, elevando para dezoito e cinco mortes o balanço total de operações desse tipo desde o ano passado, segundo a AFP.
- Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que tais ataques podem ser execuções extrajudiciais, pois teriam atingido civis sem ameaça imediata aos Estados Unidos.
O Exército dos Estados Unidos conduziu no domingo 26 de abril de 2026 mais um ataque a uma embarcação no Oceano Pacífico, considerada pela Defesa dos EUA como utilizada para atividades ligadas ao narcotráfico. Três pessoas morreram na operação.
O Comando Sul dos EUA afirmou ter atingido uma embarcação que navegava por rotas conhecidas do tráfico de drogas e participava de operações associadas ao narcotráfico. Um vídeo divulgado em redes sociais mostra o barco em alta velocidade antes de sofrer a explosão e pegar fogo.
O governo do presidente Donald Trump sustenta que está em guerra contra narcoterroristas na América Latina e já realizou, desde setembro do ano passado, ataques contra embarcações supostamente envolvidas no contrabando de drogas para os EUA. Ainda não há evidências públicas de que os navios atacados estivessem comprovadamente vinculados ao tráfico.
Em abril, os EUA anunciaram pelo menos sete ataques similares. Um levantamento da AFP aponta que o total de mortos nessas ações órfãs de processos judiciais chega a 185, desde o ano passado.
Na semana anterior, o Comando Sul comunicou outro ataque letal contra uma embarcação operada por organizações designadas como terroristas, resultando em três mortes no Caribe. Organizações de direitos humanos e especialistas em direito internacional questionam a legalidade dessas ações, sugerindo execuções extrajudiciais ao relatarem danos civis sem ameaças iminentes aos EUA.
Contexto e críticas
Especialistas divergem sobre a legalidade dos ataques e destacam a ausência de processos judiciais observáveis para julgar a responsabilidade dos alvos. Grupos de direitos humanos recomendam transparência sobre evidências que justifiquem ações com consequências fatais. Fatos adicionais sobre as operações seguem sob investigação.
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