- 71% dos empreendedores brasileiros já iniciaram ou planejam expandir para o exterior, indo além da exportação e incluindo construção de marca e presença local.
- Sair apenas do Brasil para vender limita o controle sobre como a marca é percebida fora do país.
- A presença internacional pode facilitar o acesso a capital, pois investidores estrangeiros valorizam atuação local e conhecimento regulatório e de consumo.
- Para PMEs, a internacionalização costuma ocorrer de forma gradual, com uso de ferramentas digitais, influenciadores, parcerias e lojas temporárias para testar demanda.
- O principal desafio é a execução local: abertura de empresas, logística e regulatórios, além de adaptar a comunicação para o consumidor sem perder a identidade da marca.
A internacionalização de empresas brasileiras deixou de ser apenas exportação de produtos e passou a envolver construção de marca e presença local. Um levantamento da Endeavor aponta que 71% dos empreendedores já expandiram ou planejam expandir para fora do Brasil.
Para o estudo, a mudança de postura exige repensar estratégias. O ponto central é controlar como a marca é percebida no exterior, em vez de depender apenas de distribuidores que atuam a partir do Brasil.
A atuação internacional também influencia o acesso a capital. Investidores estrangeiros valorizam empresas com atuação local e familiarizadas com as dinâmicas regulatórias e de consumo, reduzindo o risco percebido e facilitando parcerias.
Aplauso à estratégia de PMEs
No caso das PMEs, a expansão ocorre de modo graduado. Ferramentas digitais e marketing permitem testar mercados antes de investimentos maiores, com estratégias como influenciadores, parcerias com formadores de opinião e operações digitais direcionadas.
Estratégias pontuais, como lojas temporárias, ajudam a validar demanda sem comprometer recursos. O objetivo é construir demanda localmente antes de ampliar a presença física.
Desafios da execução local
O maior desafio não é a entrada no mercado, e sim a execução no local. Abertura de empresas, logística e questões regulatórias são conhecidas, mas adaptar a comunicação e a construção de marca exige conhecimento do público-alvo.
A definição de responsabilidades pela posição da marca e a adaptação da linguagem sem perder identidade aparecem como questões críticas para a adesão nos mercados europeus, onde o valor está ligado à apresentação da marca.
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