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Crianças em Darfur enfrentam fome extrema e violência, alerta ONU

Unicef emite alerta inédito para Darfur: milhões de crianças à beira do colapso, enfrentando fome extrema e violência, em meio ao conflito no oeste do Sudão

Muitas crianças foram mortas ou mutiladas durante a crise
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  • Cerca de cinco milhões de crianças em Darfur enfrentam privações extremas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
  • O Unicef emitiu o alerta de emergência “Alerta para Crianças” pela primeira vez em vinte anos, sinalizando limite crítico na região.
  • O conflito envolve violência, casas incendiadas e escolas e unidades de saúde danificadas ou destruídas.
  • No Sudão, pelo menos 160 crianças morreram e 85 ficaram feridas nos primeiros três meses de dois mil e vinte e seis; em Al-Fashir, desde abril de dois mil e vinte e quatro, pelo menos 1.300 crianças foram mortas ou mutiladas.
  • O apelo humanitário para o Sudão teve apenas 16% de financiamento, e a desnutrição aguda atingiu fome em mais duas áreas do Darfur do Norte em fevereiro, segundo a classificação IPC.

Cerca de 5 milhões de crianças em Darfur, no Sudão, enfrentam privações extremas, segundo a Unicef. A agência emitiu um alerta de emergência à terça-feira, à medida que a guerra civil entra no quarto ano.

O alerta, pouco usado pela Unicef, sinaliza limite crítico. É a primeira vez em 20 anos que a organização emite esse tipo de aviso para Darfur. Autoridades disseram que famílias perderam moradias e acesso a serviços básicos.

Casas foram incendiadas; escolas e unidades de saúde foram danificadas ou destruídas. Crianças carregam o peso da violência, com relatos de morte, mutilação, deslocamento e trauma generalizado.

Contexto

Darfur, no oeste do Sudão, vive conflito entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido desde 2023. O conflito atual se soma a violência de anos anteriores e a deslocamentos massivos.

O Unicef destaca que o apelo para o Sudão recebeu apenas 16% de financiamento anual. Em 2026, dezenas de crianças já morreram ou ficaram feridas, de acordo com a agência.

Em Al-Fashir, cidade ainda sitiada, pelo menos 1.300 crianças morreram ou foram mutiladas desde abril de 2024. Há também relatos de violência sexual, sequestros e recrutamento por grupos armados.

A desnutrição aguda se intensificou em áreas do Darfur do Norte, com fome agravada desde fevereiro segundo a Classificação IPC, apoiada pela ONU.

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