- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou acusações criminais contra James Comey, ex-diretor do FBI, por supostamente ameaçar o presidente Donald Trump em uma postagem no Instagram.
- A publicação, de maio, mostrava conchas formando os números “86 47”; nos EUA, 86 pode significar expulsar alguém e 47 se refere a Trump, o 47º presidente, segundo o DOJ.
- A acusação foi formalizada em tribunal federal na Carolina do Norte, onde se alega ter havido uma ameaça transmitida entre estados.
- Comey disse que apagou a postagem após a repercussão e afirmou não saber da possível leitura violenta; ele já negou a intenção de ameaçar.
- O caso ocorre em meio a conflitos entre Trump e Comey, que supervisionou investigações sobre ligações entre a campanha de 2016 e autoridades russas; há outras ações judiciais envolvendo Comey, incluindo processo por suposta mentira ao Congresso, que tramita com recurso do governo.
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações criminais contra o ex-diretor do FBI, James Comey, por suposta ameaça ao presidente Donald Trump após uma postagem nas redes sociais. A publicação ocorreu em maio, durante viagem de Comey à Carolina do Norte, segundo a acusação.
Na imagem publicada no Instagram, conchas foram dispostas para formar os números 86 47. Segundo o DOJ, esse arranjo pode ser interpretado como uma ameaça à vida do presidente, que exercia o cargo como o 45º mandatário. A acusação sustenta que houve transmissão de ameaça entre estados.
Comey apagou a postagem e afirmou não saber que a sequência poderia ter conotação violenta. Em declarações recentes, o ex-diretor do FBI afirmou inocência, mas a defesa não comentou o caso oficialmente.
Contexto e desdobramentos
O processo ocorre em meio a histórico conflito entre Trump e Comey, que supervisionou investigações ligadas à campanha de 2016 e possíveis vínculos com autoridades russas. O DOJ já apresentou outras acusações contra Comey, incluindo um caso por suposta mentira ao Congresso, que chegou a ser arquivado por um juiz antes de ter o governo recorrendo.
Especialistas dizem que a defesa pode questionar a constitucionalidade com base na Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão. A tramitação segue em tribunal federal na Carolina do Norte, com a acusação buscando esclarecer as circunstâncias sobre a interpretação da postagem.
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