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Irã só reabrirá o Estreito de Ormuz após fim definitivo da guerra

Irã diz que reabrirá o Estreito de Ormuz somente após fim definitivo da guerra, mediante garantias de segurança e observância de seus protocolos

Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 — Foto: Reuters
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  • O Irã afirmou que só reabrirá o Estreito de Ormuz para navios comerciais após o fim definitivo da guerra, mediante garantias de segurança e respeito aos protocolos do país.
  • A declaração foi feita pelo vice-ministro da Defesa, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, durante reunião da Organização para Cooperação de Xangai em Bishkek.
  • O tráfego pelo estreito está reduzido por restrições do Irã, pelo bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos e por ataques e apreensões de navios na região.
  • As autoridades iranianas discutem cobrar tarifas de navios que usem a passagem, aprovadas pela Comissão de Segurança do Parlamento no mês anterior.
  • O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, afirmou que o Irã não considera encerrada a guerra e que a resposta a novos ataques seria mais dura; o país continua produzindo drones.

O Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com os EUA e Israel, e se forem respeitados os protocolos de segurança determinados por Teerã. A informação foi divulgada pela agência Fars News Agency nesta quarta-feira (29).

Segundo a Fars, o vice-ministro da Defesa, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, declarou que a retomada do trânsito dependerá de garantias de que a segurança iraniana não será comprometida. A fala ocorreu durante reunião de ministros da Defesa da SCO, em Bishkek, Quirguistão.

O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o petróleo e o gás, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. O fluxo tem sido reduzido por restrições do Irã, pelo bloqueio naval dos EUA e por ataques a navios na região.

Talaei-Nik afirmou que as restrições são resposta aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciados no fim de fevereiro. A0lega que somente com segurança assegurada é que poderá haver trânsito livre.

Foi informado ainda que o Irã cobra tarifas para navios que utilizarem a passagem, tema já aprovado pela Comissão de Segurança do Parlamento iraniano no mês passado. A medida visa financiar a segurança do Estreito.

Contexto regional e reação

O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, disse que o Irã não encerrou a guerra e que a situação continua de conflito. Ele alertou que novos ataques poderiam ser respondidos com maior rigor.

Akraminia confirmou a continuidade da produção de drones, com uso de equipamentos fabricados no país. Segundo ele, mais de 170 drones e 16 aeronaves foram abatidos pela defesa iraniana.

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