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Batalhão israelense que agrediu equipe da CNN volta a operar após suspensão

Batalhão que agrediu equipe da CNN retorna às operações após suspensão de um mês, após seminário educativo e treinamento adicional, com retorno previsto nos próximos dias

Soldados israelenses vistos em uma casa palestina
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  • Batalhão de reserva israelense Netzah Yehuda foi suspenso por um mês após agredir e deter uma equipe da CNN na Cisjordânia em 30 de março, em Tayasir.
  • Um soldado aplicou um golpe de estrangulamento no fotojornalista Cyril Theophilos e danificou sua câmera; o Exército classificou o episódio como grave falha ética e profissional e o chefe do Estado‑Maior ordenou a suspensão temporária da unidade.
  • A unidade foi submetida a seminário educacional e treinamento adicional; segundo a CNN, deve retomar plenamente as atividades nos próximos dias.
  • A agressão contra Theophilos está sendo investigada pela polícia militar de Israel, sem conclusão ou punição divulgada até o momento.
  • Paralelamente, o Departamento de Investigações Internas investiga um episódio anterior, em 17 de março, envolvendo uma produtora da CNN, Abeer Salman, que teve o pulso quebrado durante cobertura em Jerusalém; a polícia não deu detalhes sobre o andamento da apuração.

Um batalhão de reservistas israelense, que integrou o batalhão ultraortodoxo Netzah Yehuda, foi reposicionado após uma suspensão de um mês. A medida ocorreu por conta de agressões a uma equipe da CNN na Cisjordânia ocupada. A unidade passou por seminário educativo e treinamento adicional, segundo fonte de segurança.

A CNN informou que a agressão foi cometida por soldados que detiveram a equipe que cobria a violência de colonos na vila de Tayasir, em 30 de março. Um fotojornalista da emissora, Cyril Theophilos, teve a câmera danificada após um golpe de estrangulamento durante a abordagem.

Segundo a Rádio do Exército, o retorno pleno às operações deve ocorrer nos próximos dias. O Comando Central e o chefe do Estado-Maior da IDF classificaram o incidente como falha ética e profissional grave, e a polícia militar deve conduzir a investigação sobre a agressão.

Reposição e treinamento

Um oficial afirmou à CNN que a agressão será investigada pela polícia militar. A IDF informou que a unidade participou de treinamentos com foco em fundamentos profissionais e éticos, para reforçar padrões de conduta. A decisão de retomar o serviço cabe ao Comando Central de Israel.

A polícia militar não revelou detalhes sobre prazos ou medidas disciplinares, nem confirmou ações contra o soldado que golpeou o fotojornalista. Não houve anúncio de novas suspensões até o momento.

Polícia investiga incidente anterior

Paralelamente, o Departamento de Investigações Internas da polícia de Israel investiga um caso anterior envolvendo jornalistas. Em 17 de março, Abeer Salman, produtora sênior da CNN, teve o pulso fraturado durante cobertura de orações no Ramadã, na Porta dos Leões, em Jerusalém.

Imagens de atuação policial mostram detenção de jornalistas e agressões a equipamentos. A polícia divulgou uma nota contestada pelo Sindicato dos Jornalistas, que informou que a declaração oficial não condizia com os fatos. A corporação não confirmou detalhes adicionais da apuração ou prazos.

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