- Brasil subiu cinco posições e chegou ao 52º lugar no ranking de liberdade de imprensa.
- Estados Unidos caiu sete posições, ficando na 64ª posição.
- A liberdade de imprensa no mundo está no nível mais baixo em 25 anos.
- Argentina caiu oito posições, ocupando o 98º lugar, e El Salvador caiu também oito posições, indo ao 143º.
- O ranking avalia 180 países com cinco indicadores: contexto político, arcabouço jurídico, contexto econômico, contexto sociocultural e segurança.
O Brasil subiu cinco posições no ranking de liberdade de imprensa do Repórteres Sem Fronteiras, chegando ao 52º lugar. Os EUA caíram sete posições, indo para a 64ª posição. O relatório foi divulgado nesta quinta-feira, 30/4, e aponta que a liberdade de imprensa mundial atingiu o nível mais baixo em 25 anos.
A recuperação brasileira ocorre em meio a uma tendência contrária no continente americano, segundo o RSF. O documento destaca que, apesar de avanços pontuais, a violência de grupos criminosos e de forças políticas segue crescendo na região.
Segundo a organização, desde 2022 a queda entre os 28 países do continente foi de 14 pontos, uma tendência acompanhada pelas áreas mais perigosas do globo, como Europa Oriental – Ásia Central e Oriente Médio e Norte da África.
Principais mudanças no ranking
Entre os destaques, os Estados Unidos aparecem na 64ª posição. A queda é atribuída a ataques à imprensa promovidos por apoiadores do governo anterior, em especial durante a gestão de Donald Trump. O relatório cita ainda a detenção e deportação do jornalista salvadorenho Mário Guevara.
A Argentina caiu oito posições, para a 98ª posição, enquanto El Salvador recuou oito lugares, indo para a 143ª posição. O RSF também observa a continuidade de ameaças a jornalistas na região, com variações entre países.
Outros dados relevantes
O ranking avalia 180 países com base em cinco indicadores: contexto político, arcabouço jurídico, contexto econômico, contexto sociocultural e segurança. Noruega mantém o topo há uma década, e Eritreia ocupa o último lugar pelo terceiro ano consecutivo.
Dawit Isaak, jornalista detido há 25 anos na Eritreia, é citado como o caso de maior tempo de prisão sem julgamento no mundo. Síria aparece como o país que mais progrediu em 2026, com melhoria generalizada após a queda de Bashar al‑Assad, ainda que permaneça na 141ª posição, classificada como grave pelo relatório.
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