- As Forças Armadas dos EUA vão retirar o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, do Oriente Médio após incêndio e danos a bordo, que exigirões reparos.
- O navio está no mar há 10 meses, atua na região com cerca de 4,5 mil marinheiros e estava envolvido na guerra contra o Irã.
- A retirada é vista como uma perda de poder de fogo e capacidade de dissuasão na região, já que as negociações com o Irã estão estagnadas; ainda não há data definida para o retorno.
- O Ford é um dos três porta-aviões dos EUA na região, ao lado de George H. W. Bush e Abraham Lincoln; o incêndio, ocorrido em março, feriu dois marinheiros.
- Além do incêndio, há relatos de problemas nos banheiros, com entupimentos; a Marinha diz que incidentes são resolvidos rapidamente, mas há críticas sobre o tempo de serviço prolongado.
O Departamento de Defesa dos EUA planeja retirar do Oriente Médio o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo. A medida ocorre após questões técnicas e um incêndio a bordo, que provocaram danos e prejuízos operacionais. A retirada é vista como perda de poder de fogo na região.
O navio está em operação há quase um ano no Golfo, com cerca de 4,5 mil militares a bordo. Segundo o Washington Post, a decisão envolve avaliações de reparos necessários e a possibilidade de retorno aos EUA para manutenção. Não há data oficial para o retorno.
Além disso, o Gerald R. Ford está entre três porta-aviões americanos na região, ao lado de George H.W. Bush e Abraham Lincoln. Em março, houve um incêndio na lavanderia que feriu dois tripulantes e gerou relatos de falhas técnicas no navio.
Incêndio e problemas de instalações
O incêndio a bordo é apontado como parte de danos que afetam a capacidade operacional. A Marinha informou que não houve relação entre o fogo e operações de combate ao Irã, segundo nota oficial. Ainda assim, o episódio elevou a necessidade de inspeções.
Sobre as instalações sanitárias, há relatos de ralos entupidos e filas nos banheiros. Um relatório de 2020 já registrava entupimentos frequentes, com custos de manutenção estimados em US$ 400 mil por procedimento. A Marinha afirma que incidentes são resolvidos rapidamente.
O porta-aviões Ford foi incorporado à frota em 2017 e pode abrigar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. O grupo de ataque inclui destróieres e esquadrões de F-18, sustentando a função de projeção de poder marítimo.
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