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Familiares das vítimas de massacre no Canadá processam a OpenAI

Famílias de vítimas no Canadá processam a OpenAI nos EUA, alegando que o chatbot ajudou no planejamento do ataque e que autoridades não foram alertadas

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  • Familiares das vítimas processam a OpenAI e o CEO Sam Altman, nos EUA, alegando que a empresa sabia, oito meses antes do ataque, que o atirador planejava o crime pelo chatbot e não avisou a polícia.
  • Sete ações foram apresentadas na Justiça federal de São Francisco, acusando a OpenAI de ocultar informações para não comprometer uma possível oferta de quase US$ 1 trilhão.
  • O ataque em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, em fevereiro, deixou oito mortos, incluindo crianças.
  • A OpenAI disse que classifica o ataque como tragédia, mantém política de tolerância zero à violência e reforçou medidas de segurança do chatbot, com respostas a sinais de angústia, suporte à saúde mental e detecção de repetidores.
  • Os casos aparecem em meio a ações contra IA sobre suposto estímulo à violência; no Canadá, há debates sobre regulamentação de chatbots e proteção de dados, com a OpenAI colaborando em avaliações de segurança.

Familiares das vítimas de um massacre em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, processaram a OpenAI e o CEO Sam Altman em tribunais norte-americanos. Segundo as ações, a empresa sabia, oito meses antes do ataque, que o atirador planejava o ato por meio do chatbot da empresa e não alertou a polícia. O ataque deixou oito mortos, entre eles crianças.

As ações foram apresentadas em um tribunal federal em São Francisco. Sete processos alegam que a OpenAI escondeu esse risco para não expor o volume de conversas violentas na ferramenta e prejudicar o caminho da empresa rumo a um IPO próximo de US$ 1 trilhão. A OpenAI classificou o incidente como tragédia e afirmou ter política de tolerância zero.

Porta-vozes da empresa destacaram que medidas de segurança foram fortalecidas, com respostas a sinais de angústia, apoio à saúde mental, avaliação de ameaças e detecção de reincidentes mais rigorosa. A companhia disse ainda que a conta da atiradora foi sinalizada, mas não houve encaminhamento às autoridades por critérios internos.

Ações judiciais indicam falhas de segurança

Jesse Van Rootselaar, cuja interação com o chatbot está no centro das ações, teria usado o serviço para planejar o ataque, segundo a denúncia. A polícia informou que o ataque ocorreu em 10 de fevereiro, com mortes em casa e escolas, seguido de suicídio do atirador.

Entre os demandantes estão familiares de vítimas diretas e sobreviventes. As queixas apontam que a equipe de segurança recomendou acionar a polícia após identificar risco crível, mas a diretoria teria ignorado as recomendações. A OpenAI disse ter desativado a conta, mas a atacante criou outra.

Em resposta aos casos, a OpenAI afirmou que treina modelos para recusar solicitações que possam facilitar violência e que notifica autoridades quando há risco iminente de dano a terceiros com apoio de especialistas em saúde mental. Os processos buscam indenização por danos e mudanças nas práticas de segurança.

Contexto regulatório e impactos

Os processos chegam em meio a investigações de autoridades sobre o uso de IA em violência. Em plataforma canadense, o caso reacende o debate sobre responsabilidade de provedores de IA. O governo da Colúmbia Britânica acompanha os desdobramentos e avalia opções para regular chatbots de IA, com participação da OpenAI em discussões técnicas.

O ataque em Tumbler Ridge é lembrado como um dos mais graves do Canadá. O país possui leis rígidas de posse de armas, mas já registrou outros episódios violentos nos últimos anos, impulsionando debates sobre segurança pública e responsabilidade tecnológica.

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