- França pediu aos cidadãos que deixem o Mali “o mais rápido possível” e recomendou não viajar ao país, em meio a ataques coordenados de militantes e separatistas no fim de semana.
- Explosões e tiroteios foram relatados em várias regiões, incluindo Bamako, com confrontos ocorrendo também em Kati, Gao, Kidal, Sevare e Mopti.
- Em Kati, o líder da defesa Sadio Camara foi morto, em um suposto atentado suicida cometido por militantes.
- Em Kidal, no norte, forças separatistas teriam tomado o controle da cidade, enquanto o JNIM (grupo jihadista) atacava em vários locais do país.
- O governo militar liderado pelo general Assimi Goïta afirmou que a segurança está sob controle; o Reino Unido também desaconselhava viagens ao Mali e recomendava que seus cidadãos deixassem o país.
França pediu aos seus cidadãos que deixem o Mali o mais rápido possível, depois de um fim de semana marcado por ataques coordenados de combatentes separatistas e militantes islamistas. A recomendação vale para viagens ao país, com orientação para que se evite deslocamentos desnecessários.
Explosões e tiroteios foram registrados em várias regiões, incluindo Bamako, a capital, no sábado. Em Kati, anunciou-se a morte do líder da defesa Sadio Camara em um ataque suicida atribuído a militantes. No norte, forças separatistas teriam tomado o controle da cidade de Kidal.
Gen Assimi Goïta, chefe da junta militar que governa o Mali, afirmou que a situação de segurança está sob controle e que o exército desferiu um golpe violento aos atacantes. As autoridades malinesas ressaltaram que a região continua volátil e que a cooperação com parceiros internacionais permanece essencial.
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores da França pediu que nacionais franceses deixem o Mali temporariamente, preferencialmente em voos comerciais ainda disponíveis, enquanto a segurança permanece instável. Até que a situação se normalize, recomenda-se permanecer em casa e seguir instruções locais.
O Reino Unido manteve orientação semelhante, aconselhando evitar viagens ao Mali e indicar que cidadãos que permaneçam o façam por sua conta e risco, com plano de emergência próprio. As autoridades britânicas também alertaram sobre trajetos terrestres para países vizinhos, considerados de alto risco.
Conflitos no Mali se intensificam desde 2020, quando a junta liderada por Goïta tomou o poder. Embora tenha contado com apoio inicial, a administração não conseguiu consolidar a paz em regiões do norte e leste, onde insurgentes e milícias atuam há anos.
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