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Nova Zelândia rejeita estátua de mulheres de conforto após objeções do Japão

Nova Zelândia rejeita estátua de “mulheres de conforto” em Auckland após pressão do Japão, evitando possível atrito diplomático

A statue commemorating so-called ‘comfort women’ is displayed in Berlin, Germany. Plans to erect a similar statue in New Zealand have been rejected by a local council in Auckland.
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  • Autoridades da Nova Zelândia rejeitaram, nesta quarta-feira, a instalação de uma estátua em Auckland que homenagearia as chamadas “mulheres de conforto” sexualmente escravizadas pelo Japão durante a II Guerra Mundial, após as objeções de Tóquio.
  • A proposta, apresentada pelo Korean Garden Trust, buscava colocar a estátua no Barry’s Point reserve, no subúrbio de Takapuna, em Auckland.
  • A administração municipal avaliou o pedido após consulta pública; a decisão foi tomada após considerar assessoria de funcionários e feedback da comunidade.
  • O governo japonês fez representações formais, incluindo uma carta do embaixador do Japão na Nova Zelândia, que argumentou que a estátua poderia provocar divisão entre comunidades japonesas e coreanas no país.
  • O debate envolve números que estimam até duzentas mil mulheres forçadas ou enganadas a trabalhar em bordéis militares entre 1932 e 1945; historiadores ressaltam impactos históricos e controvérsias em torno do termo “mulheres de conforto”.

O conselho de Auckland decidiu não instalar uma estátua que reconhece as mulheres forçadas pela atuação do Japão durante a Segunda Guerra. O projeto foi apresentado pela Korean Garden Trust e previa homenagear as sobreviventes no Barry’s Point Reserve, em Takapuna. A decisão ocorreu após consulta pública e orientação oficial do governo neozelandês.

A administração municipal justificou que a ideia poderia gerar divisão entre comunidades e impactar relações diplomáticas com o Japão. Uma carta do embaixador japonês em Wellington esteve entre as manifestações contrárias apresentadas ao processo. A Foreign Affairs and Trade da Nova Zelândia confirmou que houve representações formais do governo japonês sobre a proposta.

Detalhes da consulta e posição das partes

Entre as contribuições recebidas, parte significativa apoiava a instalação da estátua como oportunidade de aprendizado histórico. No entanto, a maioria das 672 submissões expressou objeção ou reservas, com 51% dos respondentes contrários e 13 organizações também contra.

Contexto histórico

Historiadores estimam que até 200 mil mulheres, principalmente de Coreia e China, foram forçadas a atuar em bordéis militares entre 1932 e 1945. O tema permanece delicado nas relações entre Japão e seus vizinhos, alimentando negatividade diplomática ao longo das décadas.

Perspectiva institucional

O Ministério das Relações Exteriores e Comércio do Japão reiterou que considerações anteriores teriam resolvido o tema, segundo interpretações oficiais. Em Auckland, a decisão visou evitar desdobramentos diplomáticos e manter a coesão multirracial da cidade. A prefeitura não anunciará novas ações sobre o assunto no momento.

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