- O secretário de defesa dos EUA, Pete Hegseth, testemunhou diante de uma comissão da Câmara defendendo um orçamento militar de 1,5 trilhão de dólares e afirmando que críticos representam a maior ameaça à operação.
- Dois meses após o início do conflito com o Irã, Hegseth disse que a guerra é uma “luta existencial” pela segurança americana, comparando com missões no Vietnã, Iraque e Afeganistão.
- O ex-presidente Donald Trump publicou uma imagem gerada por IA dele com arma e a legenda “NO MORE MR. NICE GUY”, sinalizando disposição de manter o bloqueio naval até acordo com o Irã.
- O custo estimado da guerra para os EUA é de 25 bilhões de dólares, conforme o chefe financeiro do Pentágono, Jules Hurst III, com gastos em munições, operações e manutenção.
- Durante o debate, o democrata John Garamendi criticou a gestão da guerra e o aumento de gastos, enquanto o líder democrata questionou o isolamento diplomático e o impacto político internacional.
Pete Hegseth negou que a guerra EUA-Israel com o Irã seja uma “autêntica armadilha” e afirmou que críticos da operação representam maior ameaça aos EUA do que o Irã. A declaração ocorreu durante depoimento à comissão de Serviços Armados da Câmara, ao lado do general Dan Caine, chefe do Estado-M maior.
O secretário de Defesa pediu aos legisladores a aprovação de um orçamento de 1,5 trilhão de dólares para defesa. Em meio a cobranças, chamou alguns deputados de maior desafio à guerra, ressaltando que as falas de certos políticos dificultam a war effort. O conteúdo não constava na versão escrita apresentada.
Em comparação com promessas de Donald Trump, Hegseth citou conflitos do passado como referência de endurecimento, afirmando que a luta contra o Irã é uma defesa existencial para a segurança americana e que o governo está orgulhoso da investida. Protestos no salão de audiência pediam a condenação de Hegseth e Caine.
Custos e estratégia
O subsecretário de Finanças do Pentágono, Jules Hurst III, informou que o custo estimado para o governo dos EUA atinge 25 bilhões de dólares, com gastos dominados por munições, operações, manutenção e reposição de equipamentos.
Delegado democrata John Garamendi criticou a condução da operação, chamando-a de incompetência política e econômica. Disse que a gestão acabou mergulhando a Administração em uma crise no Oriente Médio e pediu mudanças estratégicas.
Durante a sessão, Garamendi questionou a coordenação internacional e o afastamento de aliados, citando a possível falta de apoio da OTAN. Também mencionou um ataque inicial a uma escola em Minab, Irã, destacando que houve vítimas, entre elas crianças, segundo autoridades iranianas.
Controvérsias e desdobramentos
Hegseth reagiu a críticas de Garamendi, defendendo o andamento da operação e alegando que a guerra recebeu o apoio popular. Já o presidente Trump, em rede social, divulgou uma imagem gerada por IA com uma figura segurando uma arma, mantendo discurso duro sobre o Irã e mencionando uma possível pressão naval para obter acordo.
Em outro ponto, o orçamento apresentado por Hegseth enfatizou um incremento salarial de 7% para militares de menor escalão, descrito pela defesa como parte de ganhos históricos. A defesa argumenta que o aumento reforça a dissuasão frente a adversários.
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