- O primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar, reuniu-se com líderes da União Europeia em Bruxelas, pela primeira vez desde a vitória eleitoral de 12 de abril.
- Magyar afirmou que, em uma frase, os recursos da UE chegarão em breve a Hungria, após reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerada “extremamente construtiva e bem-sucedida.”
- O governo de Magyar pretende desbloquear bilhões de euros de fundos da UE congelados por alegações de retrocesso democrático e corrupção durante o governo de Viktor Orbán.
- As condições piloto envolvem combate à corrupção e não interferência na Justiça; há expectativa de liberar €10,4 bilhões do fundo de recuperação da Covid-19 até agosto, além de €6,3 bilhões em fundos de coesão e até €16,1 bilhões em empréstimos de defesa, com possibilidade de encerrar a multa diária de €1 milhão por violações migratórias.
- Magyar, com maioria qualificada no parlamento, planeja avançar rapidamente com reformas e retorna a Bruxelas em 25 de maio para assinar acordo político; também busca reconectar relações com Kyiv, incluindo reunião com Zelensky em junho.
Péter Magyar, escolhido como primeiro-ministro da Hungria, reuniu-se com líderes da União Europeia em Bruxelas pela primeira vez desde a vitória expressiva do seu partido Tisza no dia 12 de abril. O encontro ocorreu após Merkel? Não; o ajuste: após a vitória nas eleições, ele manteve conversas com a Comissão Europeia para tratar do desbloqueio de recursos.
Em reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Magyar descreveu o contato como extremamente construtivo e bem-sucedido. Segundo ele, os recursos da UE devem chegar em breve ao país, após meses de impasse envolvendo condicionalidades associadas a reformas.
A prioridade de Magyar é liberar bilhões de euros de fundos europeus congelados por alegações de retrocesso democrático e corrupção sob o governo de Viktor Orbán. O próximo governo também busca reverter restrições para facilitar o reembolso de premissas de fundos de recuperação.
Magyar garantiu que a UE não apoiará condições contrárias aos interesses húngaros, ressaltando a importância de demonstrar ausência de corrupção e respeito à independência do poder judiciário. O foco é destravar recursos para estimular a economia magra há três anos.
A presidente von der Leyen afirmou que houve um bom intercâmbio e que a Comissão apoiará o trabalho de Magyar para alinhar as políticas aos valores europeus compartilhados. A UE acompanha de perto as condições para desbloqueio dos fundos.
Magyar, 45 anos, ainda não tomou posse formalmente, prevista para 9 de maio, mas já manteve contato com a UE. Dois dias após a vitória, ele ligou para von der Leyen para tratar da liberação dos recursos, e planeja retornar a Bruxelas em 25 de maio.
Além dos fundos de recuperação, a próxima administração mira desbloquear 6,3 bilhões de euros em fundos de coesão bloqueados por questões ligadas ao estado de direito, sob a gestão anterior. Também pode ter acesso a 16,1 bilhões de euros em empréstimos baratos da UE para defesa.
A agenda de Magyar inclui já a redução de uma multa diária de 1 milhão de euros por violação às regras migratórias da UE, caso haja espaço para ajustes com a Comissão. O cenário aponta para avanços na relação entre Budapeste e Bruxelas.
Com o apoio de uma suprema maioria de dois terços no parlamento, o novo governo tem condições para promover mudanças constitucionais, o que facilita o avanço de reformas acordadas com a UE. A vitória do Tisza ocorreu com 141 cadeiras no Parlamento de 199 assentos.
Há sinalização de boa vontade de outros líderes da UE em relação ao novo governo. Orbán não participou de uma cúpula informal recente que aprovou a suspensão de um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, gesto que Magyar pretende manter em diálogo com Kyiv. O premiê eleito planeja encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em junho, na cidade de Berehove, na região da Hungria na Ucrânia.
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