- O Serviço de Segurança da Ucrânia afirmou que seus drones atingiram uma refinaria perto de Perm, na Rússia, marcando o segundo ataque a instalações de petróleo na região.
- A refinaria é de propriedade da Lukoil, fica a mais de 1.500 quilômetros da Ucrânia e tem capacidade de quase 13 milhões de toneladas por ano.
- Segundo o SBU, o ataque atingiu uma unidade de processamento primário da refinaria, deixando-a fora de operação.
- A ofensiva também atingiu uma estação de bombeamento de petróleo na região que alimenta a refinaria; a estação foi atacada na noite de quarta-feira e voltou a gerar focos de incêndio na quinta-feira.
- A Ucrânia busca desestabilizar o setor petrolífero russo e reduzir receitas usadas para financiar a guerra, em meio a pressões internacionais sobre preços e sanções.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) afirmou que drones atingiram uma refinaria de petróleo próxima à cidade russa de Perm, a cerca de 1.500 km da Ucrânia. O ataque ocorreu na quinta-feira, 30 de abril, e é descrito como o segundo ataque consecutivo a instalações da região. O objetivo seria restringir as receitas de energia utilizadas para financiar a guerra.
A refinaria pertence à Lukoil, uma das maiores empresas do setor na Rússia, com capacidade de quase 13 milhões de toneladas anuais. A empresa não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. Segundo o SBU, o ataque afetou uma unidade crucial de processamento de petróleo primário, que ficou fora de operação.
Além disso, o SBU informou que uma estação de bombeamento de petróleo na região, responsável pelo fornecimento à refinaria, também foi atingida. A estação já havia sido alvejada na noite de quarta-feira, e o ataque de quinta-feira gerou novos focos de incêndio.
Contexto estratégico
O governo ucraniano intensificou ataques contra o setor petrolífero russo para reduzir as receitas que financiam a guerra. Observadores dizem que a escalada ocorre em meio a pressões sobre os preços globais de energia e a sanções impostas a Moscou.
A plataforma de ataques tem sido alvo de ataques de alta distância, com efeitos envolvendo infraestrutura crítica. Analistas destacam que impactos variam conforme a capacidade de defesa e a resposta de Moscou.
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