- O Irã avisou que, caso os EUA retomem ataques, responderá com “ataques longos e dolorosos” a posições americanas.
- Trump deve receber, nesta quinta-feira, informações sobre planos para novas ofensivas militares contra o Irã.
- O estopim ocorre em meio a um bloqueio do Estreito de Ormuz, que mantém o canal fechado e eleva preços de energia.
- O Irã mantém o bloqueio como retaliação a um bloqueio naval dos EUA às exportações iranianas, enquanto busca abrir o estreito à navegação.
- O líder supremo, ao mencionar a hidrovia, sinalizou que Teerã manterá o controle do estreito, enquanto o país negocia um caminho para reabri-lo.
O Irã afirmou nesta quinta-feira que, se os EUA retomar ataques, poderá responder com ataques longos e dolorosos a posições dos Estados Unidos, complicando planos para abrir o Estreito de Ormuz. Trump receberá informações sobre planos de novas ofensivas.
Segundo relatos, o governo americano busca ampliar uma coalizão internacional para uma operação no estreito, um movimento que gerou especial atenção de mercados e analistas. A manobra ocorre em meio a um cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
A abertura de uma frente militar iraniana ocorre após dois meses de conflito, que levou ao bloqueio do estreito e à elevação dos preços do petróleo, com o Brent acima de 126 dólares em um momento, antes de recuar.
Majid Mousavi, chefe da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, disse que repostas contra bases e navios de guerra dos EUA devem se repetir, caso haja novo ataque. Teerã também sinaliza manter o controle da hidrovia.
Contexto atual no Estreito de Ormuz
O Irã mantém o estreito fechado como resposta ao bloqueio americano das exportações de petróleo iraniano, alegando necessidades econômicas do país e pressão diplomática.
Mojtaba Khamenei, líder supremo, reiterou que Teerã atuará para eliminar abusos na hidrovia sob a nova gestão do estreito, o que indica continuidade do controle regional mesmo diante de negociações internacionais.
Perspectivas internacionais
França, Reino Unido e outras nações discutem participação na coalizão, mas condicionam a abertura do estreito à conclusão de conflitos. A cooperação internacional permanece em estágio incerto, com avaliações de risco para o abastecimento global.
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