- A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz de 2023, está presa desde dezembro de 2025 por críticas ao governo iraniano.
- Segundo a Fundação Narges, ela já perdeu mais de 19 kg e sofreu um ataque cardíaco em março, em uma prisão no Irã, com dores no peito persistentes.
- Advogados que a visitaram afirmam que o estado de saúde está crítico, com pressão arterial em níveis perigosos e pouca resposta aos medicamentos.
- As autoridades iranianas teriam negado pedidos de suspensão temporária da pena para permitir atendimento cardíaco especializado, conforme o comunicado.
- A família teme pela vida; Mohammadi tem 53 anos e foi transferida, em fevereiro, para a penitenciária de Zanjan, no norte do país.
Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, permanece presa no Irã desde dezembro de 2025, após criticar o governo. Em março, sofreu um ataque cardíaco dentro de uma prisão iraniana e passou a enfrentar problemas graves de saúde, conforme divulgação da Fundação Narges Mohammadi nesta quarta-feira.
Segundo a fundação, a ativista já perdeu mais de 19 kg e tem dores no peito constantes. Advogados que a visitaram relataram estado crítico, com pressão arterial elevada e resposta insuficiente aos medicamentos.
Autoridades iranianas negaram pedidos de suspensão temporária da pena para viabilizar tratamento cardíaco especializado, mesmo diante de recomendações médicas, aponta o comunicado.
O irmão da ativista, Hamidreza Mohammadi, disse que a família vive com medo constante de perder Narges e que a prisão caminha para uma “morte em câmera lenta”. A família teme pela vida dela.
Mohammadi, 53 anos, está presa desde dezembro de 2025 por críticas ao governo. A detenção é a mais recente de décadas de atuação contra políticas como o uso obrigatório do véu e a pena de morte.
Em fevereiro, recebeu uma sentença de sete anos e meio de prisão por alegações de atentar contra a segurança nacional e fazer propaganda contra o regime. Também foi transferida sem aviso para Zanjan, no norte, isolando-a da família.
A transferência coincidiu com o início do conflito no Oriente Médio, agravando a situação da ativista que já enfrenta problemas cardíacos há anos e sofreu incidentes semelhantes durante prisões anteriores.
Em 2022, Mohammadi passou por cirurgia de emergência, segundo apoiadores. O caso atual ressalta críticas sobre tratamento de prisioneiros por autoridades iranianas e a persistência de ações contra dissidentes.
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