- A conferência inaugural, em Santa Marta, Colômbia, reuniu 59 países que se comprometeram a criar planos voluntários para eliminar a produção e o uso de petróleo, gás e carvão; a França foi a primeira a apresentar seu mapa do caminho.
- Os planos visam transformar a transição em esforço concreto, político e coletivo, indo além de metas de emissões internas e tratando também o impacto das exportações de combustíveis fósseis.
- Os participantes concordaram em apoiar países mais pobres com conhecimento técnico, revisar subsídios aos combustíveis fósseis e colaborar em políticas comerciais e reformas financeiras.
- A expectativa é de que todos tenham roteiros prontos na segunda conferência, prevista para o início de 2027 na ilha de Tuvalu (Pacífico), com a Irlanda como coanfitriã.
- A França apresentou, em linha com sua Estratégia Nacional de Baixo Carbono, metas de reduzir emissões brutais de gases de efeito estufa em cinquenta por cento até 2030 em relação a 1990, estabelecer o fim do uso de carvão em 2030 e avançar para o abandono gradual do petróleo até 2045 e do gás fóssil até 2050; o financiamento foi apontado como a maior barreira.
Ao final da 1ª Conferência sobre a Transição Para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, Colômbia, 59 países se comprometeram a produzir planos voluntários para eliminar a produção e o uso de petróleo, gás e carvão. A França foi o primeiro país a apresentar seu mapa do caminho, durante o evento coorganizado pela Colômbia e pelos Países Baixos.
A ministra colombiana Irene Vélez Torres, presidente das negociações, ressaltou a necessidade de transformar a transição em esforço concreto, não apenas em slogan. Ela destacou que documentos já existentes sob o Acordo de Paris não bastam, pois abrangem somente emissões domésticas e não consideram impactos de exportação de combustíveis fósseis.
França apresenta mapa do caminho
A Estratégia Nacional de Baixo Carbono da França prevê reduzir Emissões de Gases de Efeito Estufa em 50% até 2030, comparando com 1990, e eliminar o uso de carvão até 2030. O país planeja fechar duas usinas a partir de 2027, zerar o petróleo no transporte até 2045 e eliminar o gás fóssil até 2050, com foco na eletrificação.
Assistência e cooperação entre países
Os participantes acordaram apoiar os países em desenvolvimento com know-how para elaborar roteiros, revisar subsídios aos combustíveis fósseis e colaborar em políticas comerciais e reformas financeiras. A expectativa é ter documentos prontos para a 2ª Conferência, prevista para o início de 2027 em Tuvalu, com a Irlanda como coanfitriã.
Desafios e próximos passos
A reunião foi marcada pela diferença em relação às cúpulas da ONU, com ênfase em causas subjacentes da mudança climática e na redução gradual da oferta de combustíveis fósseis. Entre os desafios identificados, o financiamento aparece como barreira imediata, especialmente para países de baixa renda. Autoridades destacam a necessidade de apoio financeiro e de soluções fiscais para viabilizar a transição. Ainda segundo participantes, ministros das Finanças devem colaborar para enfrentar os entraves fiscais da transição.
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