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Pesquisa aponta que o Reino Unido tirou 25 milhões de anos de vida em Barbados

Pesquisa estima que a escravidão em Barbados retirou até US$ 2 trilhões em vida e trabalho, base para diálogo sobre reparações

The Emancipation Statue in Bridgetown, Barbados was crafted in 1985, 19 years after the island gained full independence from Britain.
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  • Pesquisa estima que Barbados recebeu 25 milhões de anos de vida e trabalho perdidos devido à escravidão, conforme estudo internacional.
  • O dano total projetado fica entre US$ 1,6 trilhão e US$ 2 trilhões, buscando apenas oferecer base factual para diálogo sobre reparações.
  • A análise faz parte do estudo Brattle de 2023, que avaliou danos da escravidão transatlântica em 31 territórios nas Américas e no Caribe.
  • Historicamente, após a abolição em 1834, o Reino Unido pagou £ 20 milhões aos proprietários de escravos, sem compensação aos escravizados.
  • Autoridades de Barbados e especialistas destacam reparações e justiça reparatória como derretedores de desequilíbrios históricos, ressaltando o papel do estudo na discussão pública.

O Reino Unido é apontado por experts como responsável por perdas de até 25 milhões de anos de vida e trabalho na Barbados, entre o início do século XVII e a abolição da escravatura. A estimativa resulta de um estudo internacional que avalia danos causados pela escravidão de mercadoria humana.

A análise, liderada por Coleman Bazelon, calcula que o total de danos pode chegar a US$ 2 trilhões (aprox. £1,5 trilhão). O objetivo é oferecer base factual para diálogo e reconciliação, não emitir fatura de indenização.

Segundo o estudo, a escravatura afetou cerca de 19,9 milhões de pessoas na região das Américas, incluindo sequestrados, passageiro na travessia e descendentes. Barbados foi uma das colônias britânicas mais significativas nesse período.

O período de escravatura chattel em Barbados começou no início do século 17. Em 1834, a Grã-Bretanha aboliu a escravatura, mas pagou £20 milhões aos proprietários, sem compensação aos escravizados.

A metodologia detalha que o valor do trabalho não remunerado fica entre US$ 500 bilhões e US$ 700 bilhões, somado a estimativas de vida encurtada, que variam de US$ 1,1 trilhão a US$ 1,3 trilhão. O resultado é um intervalo entre US$ 1,6 trilhão e US$ 2 trilhões.

Contexto histórico e desdobramentos

Especialistas destacam que o montante reflete não apenas o labor explorado, mas a transferência de capital acumulado por séculos. A pesquisa integra análise publicada em 2023 pela Brattle e apoiada por a organização Public Interest Experts.

Trevor Prescod, ministro de assuntos pan-africanos de Barbados, disse que não é possível apagar a história, e que o objetivo é buscar justiça reparatória. O texto será encaminhado à eventual ratificação pelo gabinete local.

Pesquisadores ressaltam que as consequências da escravidão persistem, com desigualdades herdadas e impactos econômicos continuados nas ilhas caribenhas. A discussão ocorre em meio a debates internacionais sobre reparações.

Fontes do estudo apontam que, no conjunto das Américas, os danos totais por escravidão transatlântica teriam chegado a US$ 100–131 trilhões, com danos durante e após o período de escravatura.

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