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Bélgica planeja estatizar usinas nucleares em meio à crise energética

Bélgica planeja estatizar usinas nucleares da Engie, ampliando o uso de energia nuclear e reduzindo a dependência de importações, com aquisição total de frota e ativos

Imagem colorida de usina nuclear - Metrópoles
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  • A Bélgica anunciou a intenção de adquirir o controle dos reatores nucleares da empresa francesa Engie, localizados no país.
  • O acordo prevê possível aquisição de toda a frota de sete reatores, bem como funcionários, subsidiárias e ativos relacionados, incluindo obrigações de descomissionamento.
  • A medida faz parte de uma estratégia para ampliar o uso de energia nuclear no país, que havia adotado planos de desativação até 2025.
  • Em dezembro de 2021, o governo anterior anunciou a retirada gradual da energia nuclear; o novo governo prometeu aumentar o papel dessa fonte.
  • A Engie operava sete reatores em Tihange e Doel; apenas dois tiveram licenças prorrogadas além de 2025, por mais dez anos, acordo de 2023 entre governo anterior e a empresa.

A Bélgica anunciou nesta quinta-feira (30/4) a intenção de adquirir o controle dos reatores nucleares operados pela francesa Engie, localizados no território belga. O objetivo é ampliar o uso de energia nuclear diante da crise energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A decisão faz parte de uma reversão da política de desativação iniciada até 2022.

Um acordo foi alcançado com a Engie para iniciar estudos e definir as condições de aquisição da chamada frota nuclear belga. A contratação incluiria toda a operação de sete reatores, os funcionários, as subsidiárias e todos os ativos e passivos, incluindo obrigações de descomissionamento.

O primeiro-ministro Bart De Wever confirmou a iniciativa em redes sociais, destacando a busca por energia mais segura, acessível e sustentável. O governo anterior planejava encerrar a produção nuclear em três anos, medida que foi revertida pelo atual governo.

Histórico e contexto

A Bélgica já discutia a continuidade da energia nuclear desde 2003, quando decidiu reduzir gradualmente a produção até 2025. Debates políticos e preocupações com a segurança energética, agravados em 2022, levaram ao adiamento dessa meta.

Na prática, apenas dois reatores, entre sete operados pela Engie em Tihangle e Doel, tiveram licenças prorrogadas para além de 2025, por mais dez anos, conforme acordo de 2023. O acordo atual visa consolidar a gestão dos ativos nucleares no país.

Impacto econômico e energético

A decisão ocorre em meio a choques nos preços de energia, com a Europa buscando alternativas diante da crise energética global. O governo aponta a energia nuclear como forma de reduzir importações, diminuir custos e manter o fornecimento estável.

Desdobramentos políticos e institucionais devem orientar os próximos passos, incluindo a viabilidade técnica, financeira e regulatória da aquisição. A autoridade reguladora belga ainda precisa aprovar as etapas do processo.

Fontes e contexto

A BBC e a imprensa europeia acompanham a evolução do tema, ressaltando o papel da energia nuclear na matriz energética do continente. O portal DW, parceiro do veículo que reproduz a notícia, destaca a importância de informações oficiais para o entendimento público.

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