- A Yara alerta que a guerra no Irã pode interromper o fornecimento de fertilizantes e colocar até dez bilhões de refeições por semana em risco no mundo.
- O CEO Svein Tore Holsether afirma que podem faltar até meio milhão de toneladas de fertilizantes nitrogenados, reduzindo a produção de alimentos.
- O Estreito de Ormuz, importante para o comércio global, eleva o risco à agroindústria, já que o canal move parcela relevante de fertilizantes no mercado mundial.
- Os preços dos fertilizantes já subiram cerca de oitenta por cento desde o início do conflito.
- O impacto provável é maior em Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, com maior risco de queda de produtividade em regiões já vulneráveis; o Programa Mundial de Alimentos estima cinquenta milhões de pessoas adicionalmente famintas em 2026.
A guerra no Irã pode interromper cadeias de fornecimento de fertilizantes e comprometer a produção de alimentos em escala global. Segundo a CEO da Yara, Svein Tore Holsether, a queda na oferta pode afetar até 10 bilhões de refeições por semana em todo o mundo. A empresa atua entre as maiores fabricantes do setor.
A Yara aponta que a produção mundial já vive uma queda de até meio milhão de toneladas de fertilizantes nitrogenados devido ao conflito. O impacto seria mais agudo nos países mais pobres, que dependem fortemente de insumos agrícolas para a alimentação básica.
Impacto regional e cadeia logística
As hostilidades no Oriente Médio elevam o risco à produção global de alimentos, especialmente pela possível interrupção do Estreito de Ormuz, rota que escoa cerca de 20% do petróleo e um terço do comércio mundial de fertilizantes. O aumento de preços já registrado para o adubo eleva preocupações de custo para agricultores.
Entre os fertilizantes em risco estão ureia, potássio, amônia e fosfatos, usados em diversas culturas mundiais. A Yara alerta que quedas na oferta podem reduzir a produtividade agrícola, com variações de até 50% na primeira safra para algumas culturas, a depender do local.
Consequências para regiões pobres e previsão da ONU
Holsether enfatiza que o efeito sobre preços e disponibilidade tende a atingir com mais intensidade países em regiões vulneráveis, incluindo África Subsaariana, Ásia e América Latina. Em caso de desabastecimento, a fome pode aumentar, com impactos diretos na acessibilidade a alimentos.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que o conflito possa elevar em 45 milhões o total de pessoas em fome aguda até 2026, somando-se aos efeitos já observados pela guerra no Oriente Médio. As autoridades observam que medidas de mitigação são essenciais para evitar crises alimentares.
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