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Guerra no Irã pode causar escassez de alimentos na África, diz fabricante

Guerra no Irã pode desencadear escassez de fertilizantes e elevação de preços, ampliando a vulnerabilidade alimentar na África, alerta CEO da Yara

Holsether stopped short of predicting actual food shortages in parts of Africa but said he was drawing the attention of world leaders to the possibility of soaring prices before action was taken.
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  • O conflito no Irã pode provocar escassez de alimentos e alta de preços na África, segundo o CEO da Yara International.
  • Ele alerta para um possível “leilão global” de fertilizantes, tornando-os inacessíveis para os países mais pobres.
  • Cerca de 35% do fornecimento mundial de ureia vem de estados do Golfo, e os preços subiram entre 60% e 70% desde o início do conflito.
  • A produção de amônia, base de fertilizantes nitrogenados, também caiu, gerando atrasos e maiores dificuldades de abastecimento.
  • A África é grande importadora de fertilizantes; a União Europeia já atua com subsídios, mas esse apoio ainda não chega à região, que precisa tratar a agricultura como negócio.

Svein Tore Holsether, CEO da Yara International, alerta para consequências dramáticas da guerra no Irã, que podem provocar escassez de fertilizantes e alta de preços, afetando comunidades africanas vulneráveis. O executivo afirmou em Londres que líderes mundiais devem evitar um “leilão global” de fertilizantes que torne o produto inacessível para os mais pobres.

Holsether disse que a África tem potencial para se tornar produtora, inclusive exportadora, mas hoje depende fortemente de importações de alimentos. Ele destacou que, se houver um leilão global de fertilizantes, as consequências capturam principalmente os países mais pobres, em especial no continente africano.

A Yara International, empresa norueguesa presente em 60 países e com vendas em 140, vem acompanhando impactos já perceptíveis. O executivo ponderou que não há previsão de fome em África, mas que é crucial agir antes que os problemas se agravem.

Analistas ligados ao setor destacam efeitos já sentidos na cadeia de suprimentos. A S&P Global Market Intelligence aponta desafios diretos e indiretos ligados a restrições de combustível e fertilizantes, com variação de dependência africana de fertilizantes nitrogenados do Oriente Médio.

Dados da indústria indicam que cerca de 35% do fornecimento global de ureia, componente-chave de fertilizantes, vem de estados do Golfo. A oferta já enfrenta gargalos, elevando o preço da ureia entre 60% e 70% desde o início do conflito.

Holsether comentou sobre o aperto de estoques e a capacidade de armazenagem, que se tornam limites conforme a produção é desafiada pela guerra. A produção de Amônia, outro insumo fundamental, também vem sendo afetada, com vários fatores interrompendo a fabricação.

Segundo o executivo, a produção de fertilizantes está em queda diária, e a retomada pode levar semanas ou meses. O freio na oferta ameaça orientar o plantio da próxima safra, especialmente em Subsariana, onde os agricultores já enfrentam condições de solo menos favoráveis.

Ele citou ainda que o suporte europeu a agricultores, com subsídios e ajuda para custos adicionais, não chega à África, onde a agricultura precisa ser tratada como negócio para se manter estável. A UE anunciou medidas para facilitar subsídios, mas o repasse em África permanece ausente.

A África enfrenta desafios sazonais de plantio, com a safra iminente na região, e a necessidade de construir estoques para 2027 é urgente. Enquanto isso, a disponibilidade de fertilizantes continua a ser um custo elevado para produtores que não podem arcar com aumentos.

O debate sobre como mitigar os impactos envolve reduzir, de forma sustentável, o consumo de fertilizantes, melhorar práticas agrícolas e ampliar o acesso a apoio financeiro para agricultores africanos. A situação atual exige ações coordenadas de governos, indústria e organizações internacionais.

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